116 quadros concluem formação em Diplomacia de Defesa e reforçam capacidade estratégica de Angola

Curso promovido pelo IDN aborda conflitos modernos, segurança multidimensional e integração da diplomacia no Sistema de Segurança Nacional
Luanda – Cento e dezasseis auditores concluíram, esta sexta-feira, o 1.º Curso sobre “Diplomacia de Defesa nos Estados”, promovido pelo Instituto de Defesa Nacional (IDN), numa iniciativa orientada para o reforço de conhecimentos e competências nas áreas da diplomacia de defesa, segurança e análise estratégica.
Ao longo da formação, os participantes foram confrontados com uma abordagem multidimensional da segurança contemporânea, partindo do princípio de que a segurança dos Estados deixou de depender exclusivamente da capacidade militar.
Formação aproxima diplomacia e defesa
Realizado em formato presencial, com 20 horas de formação, o curso abordou a evolução da diplomacia aplicada à defesa e à segurança, bem como os instrumentos utilizados pelos Estados para prevenir e responder a situações de crise.
O programa procurou demonstrar a importância da articulação entre diferentes dimensões da política externa, da defesa e da segurança nacional, tendo em conta a complexidade crescente dos conflitos contemporâneos.
Conflitos modernos exigem leitura multidimensional
Entre os conteúdos analisados esteve a evolução dos conflitos no Médio Oriente, estudados a partir de uma perspectiva multidimensional.
A formação abordou igualmente os instrumentos diplomáticos utilizados na gestão de crises internacionais e os impactos dos conflitos em sectores estratégicos como energia, economia, ciberespaço e segurança marítima.
A abordagem permitiu aos participantes compreender como acontecimentos ocorridos num determinado espaço geopolítico podem produzir efeitos que ultrapassam as fronteiras nacionais e afectam diferentes áreas da segurança e do desenvolvimento.
Estratégia nacional e capacidade de antecipação
Outro componente do curso esteve relacionado com a elaboração de recomendações estratégicas para Angola e com a integração da diplomacia no Sistema de Segurança Nacional.
A iniciativa procurou, assim, estimular uma visão de segurança baseada não apenas na resposta a ameaças, mas também na capacidade de antecipação, análise de riscos e utilização dos instrumentos diplomáticos como mecanismos de prevenção.
Angola aposta na capacitação de quadros
A formação enquadra-se nos esforços de capacitação de quadros nacionais e no reforço da preparação institucional para enfrentar os desafios contemporâneos de segurança.
Para o IDN, o desenvolvimento destas competências pode contribuir igualmente para reforçar o posicionamento de Angola como actor de estabilidade, cooperação e mediação no contexto regional e internacional.
A diplomacia de defesa surge, neste quadro, como uma área de articulação entre conhecimento estratégico, política externa, defesa nacional e cooperação internacional.
Encerramento reúne especialistas militares, diplomáticos e académicos
A cerimónia de encerramento contou com duas Aulas Magnas, proferidas pelo secretário de Estado para a Administração, Finanças e Património do Ministério das Relações Exteriores, José Paulino Cunha da Silva, e pelo embaixador de Angola na Etiópia e representante permanente junto da União Africana, Miguel Bembe.
O discurso de encerramento foi proferido pelo director do Instituto de Defesa Nacional, Hélder Cafala, que tem defendido uma abordagem integrada da segurança nacional e uma maior capacidade de antecipação dos riscos estratégicos.
O curso contou ainda com intervenções do Tenente-General André Kizua, dos Brigadeiros Daniel Savihemba e Francisco Ramos da Cruz e do académico Osvaldo Isata.
Formação estratégica como investimento na segurança nacional
A conclusão do primeiro curso dedicado à Diplomacia de Defesa nos Estados reforça a aposta na formação especializada de profissionais capazes de interpretar os novos desafios da segurança internacional.
Ao combinar conhecimentos militares, diplomáticos e académicos, a iniciativa procura contribuir para uma visão mais integrada da defesa e da segurança, fortalecendo a capacidade de Angola para prevenir riscos, responder a crises e participar nos processos de cooperação e mediação regional e internacional.
Fonte: REDE NACIONAL | Jornal de Angola
Alinhamento Editorial: PRESSdigi.ao


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