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Angola defende aceleração da integração económica e institucional na África Central

Redação Digipress
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Angola defende aceleração da integração económica e institucional na África Central
A participação de Angola no processo de reflexão regional reforça a defesa de uma integração assente em soluções africanas, cooperação institucional, mobilidade e desenvolvimento económico partilhado.

Téte António apela à aproximação entre blocos regionais e ao reforço da capacidade da CEEAC para responder aos desafios comuns

Luanda – O ministro das Relações Exteriores, Embaixador Téte António, defendeu, esta sexta-feira, 21 de Agosto de 2026, a necessidade de reforçar as soluções internas e africanas para responder aos principais desafios da África Central, com destaque para o aprofundamento da integração regional.

A posição foi apresentada durante a cerimónia de abertura do Retiro do Comité de Representantes Permanentes (COREP) junto da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC), realizado na Academia Diplomática Venâncio de Moura, na Centralidade do Kilamba, em Luanda.

Unificação dos mecanismos regionais em debate

Téte António considerou prioritária a materialização da aproximação entre a Comunidade Económica e Monetária da África Central (CEMAC) e a Comunidade Económica dos Países dos Grandes Lagos (CPEGL) com a CEEAC.

Segundo o chefe da diplomacia angolana, o processo de integração deve procurar maior convergência entre os diferentes mecanismos regionais, evitando fragmentações e reforçando a capacidade colectiva dos Estados para responder aos desafios económicos, sociais e de segurança.

Comércio, saúde e circulação de pessoas entre prioridades

O ministro apontou como áreas prioritárias para o processo de integração regional o comércio, a saúde, a livre circulação de pessoas e mercadorias, os mecanismos de financiamento da integração, a segurança e a regulamentação orçamental e monetária.

A circulação de pessoas e bens foi particularmente destacada como uma questão de importância vital para as populações e como condição indispensável para aprofundar a integração económica da região.

A perspectiva defendida procura transformar a integração regional em benefícios mais concretos para os cidadãos e para as economias dos Estados-Membros.

Integração regional como investimento estratégico

Durante a intervenção, Téte António recuperou igualmente a posição defendida pelo Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço, quando este exercia a Presidência da União Africana.

Citando o Chefe de Estado, o ministro afirmou:

“A integração regional é um investimento estratégico na estabilidade, soberania e prosperidade colectiva dos nossos Estados.”

A afirmação foi apresentada como referência para uma integração capaz de combinar interesses nacionais e objectivos colectivos africanos.

COREP chamado a aprofundar reflexão estratégica

Para Téte António, o retiro constitui uma oportunidade para o COREP, enquanto órgão consultivo da CEEAC, reflectir sobre as soluções que a organização deve priorizar e implementar.

O objectivo é melhorar a capacidade do Comité de assessorar os órgãos executivos da Comunidade antes da realização de novas reuniões do Conselho de Ministros e da Conferência de Chefes de Estado e de Governo.

A reflexão deverá igualmente contribuir para uma maior preparação dos processos de decisão e acompanhamento das matérias de interesse regional.

Luanda acolhe plataforma de diálogo entre diplomatas

O encontro foi apresentado como uma plataforma de diálogo estratégico entre os Representantes Permanentes junto da CEEAC, permitindo analisar questões institucionais e políticas relevantes para a organização e para a região da África Central.

A escolha de Luanda para acolher o retiro foi igualmente saudada por Téte António, que agradeceu à Comissão da CEEAC e ao COREP pela confiança depositada em Angola.

Região enfrenta contexto internacional complexo

O retiro acontece num cenário económico internacional marcado por conflitos, tensões geopolíticas e efeitos persistentes das perturbações provocadas pela pandemia da COVID-19 sobre diferentes actividades económicas da região.

Neste contexto, o ministro defendeu o reforço das capacidades internas dos órgãos da CEEAC, particularmente do COREP, para garantir maior apropriação das questões regionais pelos próprios Estados-Membros.

A capacidade institucional é apresentada como elemento essencial para transformar decisões políticas em mecanismos efectivos de integração.

Reforço institucional para uma integração mais efectiva

Téte António defendeu que o fortalecimento das estruturas da CEEAC deve acompanhar a agenda de integração económica e política.

A criação de mecanismos mais eficientes de coordenação poderá facilitar respostas conjuntas nos domínios da segurança, comércio, mobilidade, financiamento e desenvolvimento regional.

A ideia central é reforçar a capacidade dos próprios Estados africanos de construírem soluções ajustadas às especificidades da região.

COREP procura projectar uma CEEAC mais próxima dos Estados

O retiro decorre sob o tema “Reforçar o desempenho do COREP ao serviço da integração regional: capacidades institucionais, apropriação da visão estratégica da CEEAC e projecção da Comunidade na República de Angola e nos demais países membros”.

O Comité de Representantes Permanentes integra a arquitectura institucional da CEEAC e reúne os embaixadores dos Estados-Membros acreditados junto da Comissão da Comunidade.

Entre as suas responsabilidades está a preparação dos trabalhos dos órgãos decisórios, o acompanhamento das matérias de interesse regional e a manutenção do diálogo entre os Estados-Membros e a Comissão da CEEAC.

Angola reafirma aposta em soluções africanas

A participação de Angola no processo de reflexão regional reforça a defesa de uma integração assente em soluções africanas, cooperação institucional, mobilidade e desenvolvimento económico partilhado.

Ao acolher o retiro do COREP, Luanda assume também um papel activo no debate sobre o futuro da integração centro-africana e sobre a necessidade de tornar os mecanismos regionais mais próximos das necessidades dos seus Estados e populações.


Fonte: REDE NACIONAL | Ministério das Relações Exteriores / MIREX

Alinhamento Editorial: PRESSdigi.ao

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