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Barragens do Ndue e Calucuve reforçam segurança hídrica e resposta à seca no Cunene

Redação Digipress
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Barragens do Ndue e Calucuve reforçam segurança hídrica e resposta à seca no Cunene
Mais do que responder à emergência da seca, as duas barragens representam uma aposta na prevenção, resiliência e sustentabilidade, criando reservas que poderão ser mobilizadas em períodos críticos e contribuindo para uma maior estabilidade das comunidades do Sul de Angola.

Infra-estruturas concluídas poderão beneficiar mais de 55 mil habitantes e cerca de 60 mil cabeças de gado no Sul de Angola

Cunene – As barragens do Ndue e do Calucuve, na província do Cunene, estão concluídas e passam a constituir importantes infra-estruturas para reforçar a segurança hídrica e reduzir os efeitos dos períodos de seca que afectam o Sul de Angola.

Integradas no Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola (PCESSA), as duas obras representam uma aposta em soluções estruturantes destinadas a proteger as comunidades, apoiar a actividade agropecuária e criar melhores condições para o desenvolvimento económico e social da região.

Calucuve terá capacidade para 141 milhões de metros cúbicos

A Barragem do Calucuve dispõe de uma capacidade de armazenamento de 141 milhões de metros cúbicos de água, reforçando a disponibilidade de recursos hídricos para as comunidades e actividades produtivas.

A infra-estrutura integra uma estratégia de longo prazo para reduzir a vulnerabilidade das populações diante da escassez de água e melhorar as condições de sobrevivência e produção nas zonas afectadas pela estiagem.

Ndue acrescenta 170 milhões de metros cúbicos

Já a Barragem do Ndue poderá reter cerca de 170 milhões de metros cúbicos de água, ampliando significativamente a capacidade de armazenamento hídrico da província.

Em conjunto, as duas barragens representam uma capacidade potencial de 311 milhões de metros cúbicos, criando uma importante reserva para enfrentar períodos de maior escassez.

Mais de 55 mil habitantes entre os beneficiários

Segundo os dados apresentados, as infra-estruturas poderão beneficiar mais de 55 mil habitantes e cerca de 60 mil cabeças de gado.

O impacto esperado estende-se, assim, para além do abastecimento das comunidades, abrangendo directamente os produtores pecuários que dependem de fontes de água para manter os seus efectivos e actividades económicas.

Água como base para a actividade agropecuária

A maior disponibilidade de água poderá contribuir para reforçar a produção agropecuária, reduzir perdas durante os períodos de estiagem e criar condições mais favoráveis à permanência das populações nas suas áreas de origem.

A segurança hídrica é particularmente importante para uma província onde a actividade pecuária constitui uma das principais bases económicas de muitas comunidades.

A existência de reservas estratégicas poderá igualmente favorecer o planeamento produtivo e reduzir a dependência de respostas emergenciais durante os períodos de seca.

PCESSA aposta em soluções estruturantes

De acordo com o Ministério da Energia e Águas, a conclusão das barragens constitui mais um marco na implementação de soluções estruturantes destinadas a combater os efeitos da seca no Sul do país.

O Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola procura, através de infra-estruturas de armazenamento e gestão da água, aumentar a capacidade de resposta às alterações da disponibilidade hídrica e proteger as populações mais vulneráveis.

Infra-estruturas podem transformar o cenário regional

A conclusão do Ndue e do Calucuve abre uma nova etapa na estratégia de segurança hídrica do Cunene, com potencial para melhorar o abastecimento, apoiar a pecuária e fortalecer as bases do desenvolvimento económico local.

Mais do que responder à emergência da seca, as duas barragens representam uma aposta na prevenção, resiliência e sustentabilidade, criando reservas que poderão ser mobilizadas em períodos críticos e contribuindo para uma maior estabilidade das comunidades do Sul de Angola.


Fonte: REDE NACIONAL | Jornal de Angola

Alinhamento Editorial: PRESSdigi.ao

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