Mário Pinto de Andrade volta ao centro da memória cultural e política de Angola

MINCULT e Academia Angolana de Letras destacam legado do nacionalista, académico e pensador do Pan-Africanismo
Luanda – O ministro da Cultura, Filipe Silvino de Pina Zau, prestigiou, esta sexta-feira, 21 de Agosto de 2026, o acto de homenagem ao nacionalista e académico Mário Pinto de Andrade, promovido pela Academia Angolana de Letras (AAL) em reconhecimento ao seu contributo para a afirmação do nacionalismo angolano, do Pan-Africanismo e das letras.
A homenagem procurou revisitar a trajectória de uma das figuras de referência do pensamento africano e do processo de afirmação política e cultural de Angola.
Memória começou no Alto das Cruzes
O programa teve início com a deposição de uma coroa de flores na campa de Mário Pinto de Andrade, no Cemitério do Alto das Cruzes, num momento de evocação da sua memória.
No período da tarde, a homenagem prosseguiu no Memorial Dr. António Agostinho Neto, com um encontro dedicado ao percurso, pensamento e legado do nacionalista e académico.
A iniciativa reuniu representantes da Academia Angolana de Letras, membros do Executivo e convidados interessados na preservação da memória histórica e intelectual de Angola.
Filipe Zau destaca dimensão nacionalista e pan-africanista
Durante o encontro, Filipe Zau destacou a importância de Mário Pinto de Andrade na consciencialização nacionalista, na afirmação do Pan-Africanismo e no processo de libertação de Angola.
O ministro considerou que personalidades desta dimensão devem ser recordadas e estudadas de forma mais abrangente, por constituírem referências fundamentais da história e da independência nacional.
A homenagem surge, assim, como espaço de reflexão sobre a contribuição de Mário Pinto de Andrade para a formação do pensamento político e cultural angolano.
Academia Angolana de Letras sublinha projecção internacional
O presidente da Academia Angolana de Letras, Paulo de Carvalho, considerou Mário Pinto de Andrade uma figura paradigmática das letras angolanas.
O académico destacou igualmente a sua projecção internacional no domínio do Pan-Africanismo, bem como o contributo prestado à poesia e à ciência.
A perspectiva apresentada pela AAL amplia a leitura do seu legado, associando produção literária, pensamento científico e intervenção intelectual no contexto africano.
Um legado para novas gerações
A homenagem reforça a necessidade de preservar e transmitir às novas gerações o legado de Mário Pinto de Andrade, não apenas como personalidade histórica, mas como referência da cultura, do pensamento africano e da luta pela emancipação dos povos.
A memória de figuras como Mário Pinto de Andrade permite também aprofundar o conhecimento sobre os processos históricos que contribuíram para a construção da identidade nacional e para a independência de Angola.
Cultura e memória como património nacional
A realização da homenagem pela Academia Angolana de Letras coloca novamente em evidência o papel das instituições culturais na preservação da memória intelectual do país.
Ao reunir literatura, pensamento político, Pan-Africanismo e história nacional, a iniciativa contribui para manter em circulação referências fundamentais da formação cultural angolana.
O acto reafirma, deste modo, que preservar a memória dos seus pensadores é também fortalecer o conhecimento das novas gerações sobre os caminhos que construíram Angola.
Fonte: REDE NACIONAL | MINCULT
Alinhamento Editorial: PRESSdigi.ao




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