Encontro entre o embaixador José Patrício e a família de Maurício Caetano antecede apresentação do terceiro volume de «Os Bantu na visão de Mafrano – Quase Memórias»
MEMÓRIA E DIPLOMACIA CULTURAL
Londres acolheu, a 24 de Setembro de 2026, um encontro marcado pela memória, pela literatura e pela valorização do património cultural angolano. A família do escritor e etnólogo Maurício Caetano, conhecido como Mafrano, ofereceu dois exemplares da colectânea «Os Bantu na visão de Mafrano – Quase Memórias» ao embaixador de Angola no Reino Unido, José Patrício.
A entrega acontece às vésperas da apresentação do terceiro e último volume da obra, prevista para 26 de Setembro, em Londres, consolidando uma iniciativa familiar de preservação e divulgação do legado intelectual de uma das referências da cultura e da etnologia angolana.
UMA REENCONTRO MARCADO PELA HISTÓRIA
O momento ganhou também uma dimensão pessoal e geracional. José Patrício e José Soares Caetano, filho de Maurício Caetano, foram contemporâneos no Bairro Popular, em Luanda, até 1972.
Ambos jornalistas da primeira geração pós-independência, os dois interlocutores revisitaram memórias da adolescência, do bairro e dos primeiros anos da profissão jornalística a partir de 1975.
O encontro, descrito como informal e cordial, estabeleceu uma ponte entre diferentes momentos da história recente de Angola, tendo como ponto de convergência a memória individual, a experiência jornalística e a preservação da história cultural.
«OS BANTU NA VISÃO DE MAFRANO»
Vencedor do Prémio Nacional de Cultura e Artes de Angola, em 2004, Maurício Caetano deixou uma produção marcada pelo interesse na cultura, na sociedade e na civilização bantu.
A colectânea «Os Bantu na visão de Mafrano – Quase Memórias» reúne episódios e reflexões associados à trajectória do autor entre 1947 e 1982, ano do seu falecimento.
O terceiro volume, cuja apresentação está prevista para a manhã de sábado, 26 de Setembro, deverá reunir membros da comunidade angolana residente no Reino Unido, representantes dos Estados da CPLP e dos PALOP, académicos, artistas, fazedores de opinião e convidados de diferentes comunidades culturais presentes naquele país.
UMA OBRA COM CIRCULAÇÃO INTERNACIONAL
Os dois primeiros volumes foram apresentados em Londres em Novembro de 2024, numa cerimónia realizada na Birkbeck University.
Desde então, a colectânea alcançou leitores e instituições em diferentes países, incluindo Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Alemanha e Portugal, tendo também sido apresentada por videoconferência a universidades brasileiras, nomeadamente nas cidades de Curitiba e Rio de Janeiro.
A circulação internacional da obra amplia o espaço de diálogo sobre a história, as sociedades africanas e a civilização bantu, aproximando investigadores, comunidades da diáspora e diferentes públicos interessados na produção intelectual africana.
DA MEMÓRIA ANGOLANA À LÍNGUA INGLESA
Durante a apresentação do terceiro volume, a família de Mafrano deverá anunciar igualmente uma nova edição da obra em língua inglesa, estimada em cerca de 200 páginas.
A versão pretende ampliar o acesso internacional aos conteúdos relacionados com a civilização bantu, questões sociais e episódios vividos pelo autor ao longo de décadas de observação e registo da realidade angolana.
A iniciativa representa, assim, uma nova etapa na circulação de um património documental que parte da experiência angolana para alcançar leitores e comunidades de diferentes espaços linguísticos e culturais.
LIVRO COMO PATRIMÓNIO E TRANSMISSÃO
A trajectória internacional da colectânea demonstra também o papel do livro como instrumento de preservação da memória e transmissão de conhecimentos entre gerações.
Mais do que uma publicação de carácter biográfico ou memorialístico, a obra de Mafrano reúne elementos relacionados com identidade, sociedade, cultura e história, permitindo estabelecer diálogos entre a memória individual do autor e processos mais amplos da sociedade angolana e da cultura bantu.
Neste sentido, a apresentação do terceiro volume em Londres insere-se igualmente num movimento de valorização da produção intelectual angolana junto das comunidades da diáspora.
NOTA CONCLUSIVA
A presença da obra de Mafrano em Londres reforça a importância da preservação e circulação internacional da memória cultural angolana.
O encontro entre o embaixador José Patrício e a família de Maurício Caetano acrescenta uma dimensão institucional e geracional a este percurso, aproximando diplomacia, jornalismo, literatura, etnologia e memória social.
Com o lançamento do terceiro volume e a anunciada edição em língua inglesa, «Os Bantu na visão de Mafrano – Quase Memórias» prossegue o seu percurso de divulgação, colocando a experiência histórica e cultural angolana em diálogo com novos públicos e espaços internacionais.
REDE INTERNACIONAL | Embaixada de Angola no Reino Unido / Família de Mafrano
Alinhamento Editorial: PRESSdigi.ao
CRÉDITO DA FONTE PRINCIPAL: Texto elaborado pela Embaixada de Angola no Reino Unido e complementado pela Família de Mafrano, com publicação original atribuída a Luisíndia Caetano Mafrano.








