Presidente do Conselho de Administração do Fundo Soberano de Angola foi distinguido durante o International Forum on African-Caribbean Leadership, realizado à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas.
Reconhecimento internacional ao percurso profissional
O presidente do Conselho de Administração do Fundo Soberano de Angola (FSDEA), Armando Manuel, recebeu duas distinções internacionais em Nova Iorque, em reconhecimento do seu percurso nas áreas das finanças públicas, gestão de activos soberanos e financiamento do desenvolvimento.
Os prémios foram atribuídos durante a 12.ª edição do International Forum on African-Caribbean Leadership (IFAL 2026), realizada a 24 de Setembro, à margem da 81.ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas.
A African Leadership Organisation atribuiu a Armando Manuel o African Sovereign Wealth & Strategic Investment Leadership Excellence Award 2026, enquanto o programa do fórum incluiu a Special U.S. Congressional Commendation Award.
Fórum reúne lideranças africanas e caribenhas
O IFAL 2026 decorreu no Marriott Marquis, em Nova Iorque, durante a semana dedicada à Assembleia Geral das Nações Unidas.
Organizado anualmente pela African Leadership Magazine, o fórum reúne representantes de governos, investidores, decisores políticos e dirigentes do sector privado de África e das Caraíbas, tendo como uma das suas linhas de actuação o reforço das relações de cooperação, comércio e investimento entre as duas regiões.
Na mesma cerimónia, o Presidente da Zâmbia, Hakainde Hichilema, recebeu o African Inspirational Leadership Award.
Gestão da riqueza soberana numa perspectiva intergeracional
Ao receber as distinções, Armando Manuel associou o reconhecimento à missão de longo prazo do Fundo Soberano de Angola e à necessidade de orientar a gestão da riqueza soberana para as gerações futuras.
O FSDEA tem entre as suas responsabilidades a gestão de activos soberanos numa perspectiva intergeracional, procurando preservar e valorizar recursos destinados a beneficiar diferentes gerações.
Neste contexto, o reconhecimento atribuído ao gestor está relacionado com o seu percurso na administração pública e com a sua experiência na área da gestão das finanças e dos activos soberanos.
Homenagem pelo serviço público
Além das distinções recebidas no âmbito do fórum, Armando Manuel foi igualmente homenageado pela cidade norte-americana de Stonecrest, que destacou o seu percurso no serviço público.
Entre os aspectos associados à homenagem estiveram a sua passagem pelo Ministério das Finanças e o envolvimento em processos relacionados com a emissão de Eurobonds de Angola.
Percurso entre Angola e instituições financeiras internacionais
Armando Manuel esteve entre os primeiros responsáveis do FSDEA, assumindo a presidência do Conselho de Administração aquando da criação do fundo, em 2012.
Regressou à liderança da instituição em Dezembro de 2023, depois de ter desenvolvido actividade em organismos financeiros internacionais, incluindo o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial.
No Banco Mundial, representou Angola, Nigéria e África do Sul. No FMI, exerceu funções como consultor de assistência técnica, com trabalho centrado na melhoria da gestão das finanças públicas em países em desenvolvimento.
Antes de assumir a liderança do Ministério das Finanças, Armando Manuel exerceu funções como assessor de Política Económica do Presidente da República, entre 2010 e 2013.
Entre 2013 e 2016, esteve à frente do Ministério das Finanças, período em que participou em processos relacionados com a gestão das finanças públicas e o acesso de Angola aos mercados internacionais de capitais.
NOTA CONCLUSIVA
As distinções recebidas em Nova Iorque acrescentam um novo reconhecimento internacional ao percurso de Armando Manuel nas áreas das finanças públicas, gestão de activos soberanos e financiamento do desenvolvimento.
A atribuição dos prémios ocorreu num fórum dedicado à aproximação entre lideranças africanas e caribenhas, num contexto marcado pela realização da Assembleia Geral das Nações Unidas e pela discussão de temas ligados à cooperação económica, investimento e desenvolvimento.
No caso do FSDEA, o reconhecimento também recoloca em evidência o papel da gestão de activos soberanos numa perspectiva de longo prazo e de preservação de valor para as gerações futuras.
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