Declarações de Tani Narciso reconhecem atrasos, mas confirmam alinhamento com o GPL

REPORTAGEM & CULTURA | CARNAVAL DE LUANDA 2026

Actualização institucional e resposta pública

Na sequência das informações em circulação sobre os atrasos nos pagamentos relacionados com o Carnaval de Luanda 2026, o presidente da Associação Provincial do Carnaval de Luanda (APROCAL), Tani Narciso, veio reforçar o posicionamento institucional, trazendo novos elementos de esclarecimento ao debate público.

Sem negar a veracidade de parte das preocupações levantadas, o responsável questiona, no entanto, a forma como determinadas expressões e interpretações foram utilizadas, nomeadamente no que se refere à ideia de “finca-pé”, considerada desajustada ao contexto real das relações institucionais.


Reunião com o Governo Provincial de Luanda

De acordo com a APROCAL, teve lugar recentemente um encontro entre o Governo Provincial de Luanda (GPL), representado pelo vice-governador Manuel Gonçalves, a direcção da associação e os presidentes dos grupos carnavalescos vencedores da edição 2026.

Durante a reunião, o GPL apresentou esclarecimentos sobre os constrangimentos registados no processo de pagamento, reconhecendo a existência de dificuldades operacionais que afectaram a execução atempada das obrigações financeiras.


Causas dos atrasos e compromisso de regularização

Segundo as declarações de Tani Narciso, os atrasos nos pagamentos — que abrangem prémios, honorários de júris, equipas técnicas e empresas prestadoras de serviços — resultaram de “questões de força maior” no circuito administrativo.

O Governo Provincial de Luanda terá garantido que tais constrangimentos já se encontram ultrapassados, estando em curso os procedimentos para a regularização dos valores em dívida num horizonte próximo.


Relação institucional e disponibilidade para diálogo

Tanto a APROCAL como o GPL reiteram a inexistência de qualquer ruptura institucional, sublinhando a manutenção de um ambiente de cooperação e diálogo entre as partes envolvidas na organização do Carnaval.

As duas entidades manifestam ainda abertura para prestar esclarecimentos adicionais sempre que necessário, numa tentativa de assegurar transparência e tranquilidade junto dos grupos carnavalescos e da opinião pública.


Reconhecimento e pedido de compreensão

No plano institucional, foi igualmente expressado um pedido de desculpas pelos transtornos causados, com especial atenção aos grupos carnavalescos, principais protagonistas da maior manifestação cultural da capital.

O reconhecimento dos impactos provocados pelos atrasos surge como um gesto de responsabilidade, ao mesmo tempo que se procura preservar a confiança entre as estruturas organizativas e os agentes culturais.


Nota editorial | PRESSdigi

O episódio reforça a importância de uma comunicação institucional clara e contínua, sobretudo em contextos que envolvem expressões culturais de grande mobilização social como o Carnaval de Luanda.

Entre a pressão legítima dos fazedores de cultura e os ritmos administrativos das instituições, emerge a necessidade de mecanismos mais ágeis e previsíveis, capazes de proteger o ecossistema cultural que sustenta estas manifestações.

A estabilidade do Carnaval, enquanto património vivo e espaço de afirmação identitária, depende não apenas da sua força artística, mas também da consistência das suas estruturas de suporte.


Fonte: APROCAL | Rede Nacional
Alinhamento Editorial: PRESSdigi.ao