Festival internacional transforma o Cine Atlântico num palco de conexões culturais e experiências partilhadas
REPORTAGEM PRESS | ARTE & INTERCÂMBIO CULTURAL
Luanda acolheu, no dia 24 de Abril de 2026, no Cine Atlântico, a primeira edição do Hola Luanda, um festival internacional de música inserido no circuito “HOLA… África!”, iniciativa promovida pela Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID). O evento destacou-se como plataforma de intercâmbio entre artistas angolanos e espanhóis, integrando uma rede simultânea de sete países africanos sob o lema “Sete países, uma voz”.
Ambiente, Recepção e Dinâmica do Público
Por volta das 17h00, o Cine Atlântico abria portas para um público diversificado, reflectindo a relevância e o alcance do cartaz. Equipas técnicas, produção e protocolos garantiam a organização do espaço, com apoio das forças de segurança e bombeiros.
O ambiente evoluiu de forma orgânica, com a área do evento a ganhar vida entre sons de ensaios, circulação de convidados e interacções culturais. Diplomatas, artistas, produtores e agentes culturais partilharam um espaço de networking marcado por proximidade e espírito de cooperação.
Abertura Oficial e Discurso Diplomático
O Embaixador de Espanha em Angola, Manuel Maria Lejarreta Lobo de Cabueñes, deu as boas-vindas ao público, sublinhando a importância do festival como ponte cultural entre África e Espanha.
No seu discurso, destacou a integração de Luanda numa rede que inclui cidades como Bamako, Acra, Abidjan, Cidade Velha de Cabo Verde, Yaoundé e Túnis, reforçando a visão de um intercâmbio cultural activo e contínuo.
O diplomata reconheceu ainda o papel de parceiros institucionais como a ANICC – Agência Nacional das Indústrias Culturais e Criativas de Angola, representada pelo seu Director Geral , Asdrúbal Rebelo Pereira da Silva e entidades de comunicação como a LAC, fundamentais para a materialização do evento.
Palco Vivo: Performances e Identidade Musical
A condução do festival esteve a cargo de Dicla Burty, que assumiu o papel de mestre de cerimónias com dinamismo e presença cénica.
Toty Sa’Med abriu oficialmente o palco musical, envolvendo o público com uma performance intimista que combinou voz, violão e instrumentos tradicionais como dikanza e ungo, evocando as raízes da música angolana.
Seguiu-se Irina Vasconcelos, referência do rock feminino em Angola, que apresentou um espectáculo energético, cruzando clássicos reinterpretados com uma estética contemporânea, mantendo forte ligação à identidade cultural nacional.
A banda espanhola Anabel Lee trouxe ao palco uma sonoridade vibrante, misturando punk, indie e new wave, consolidando o espírito de intercâmbio com uma performance que manteve a intensidade mesmo diante de desafios técnicos.
Intercâmbio Cultural Para Além do Palco
Nos bastidores e espaços adjacentes, o festival revelou-se igualmente activo. Artistas e produtores partilharam experiências, exploraram possibilidades de colaboração e fortaleceram redes culturais entre Angola e Espanha.
A presença de representantes institucionais, empresários, criadores e agentes culturais reforçou o carácter multidimensional do evento, que ultrapassou o espectáculo musical para se afirmar como plataforma de diálogo e cooperação.
Interrupção Climática e Espírito de Comunidade
Por volta das 22h00, o festival foi interrompido devido à chuva intensa, impossibilitando a continuidade integral da programação, incluindo actuações previstas como a da banda Dikamba e DJ sets.
Apesar disso, o momento revelou um forte sentido de solidariedade entre organização e público, com partilha de espaços e reforço do espírito comunitário. A reacção colectiva demonstrou que o valor do evento ultrapassou as limitações impostas pelas condições naturais.
Hola África: Um Projecto em Expansão
O Hola Luanda integra uma iniciativa continental que teve edições simultâneas em países como Mali, Gana, Costa do Marfim, Cabo Verde, Camarões e Tunísia. O projecto, iniciado em 2018 com o “Hola Bamako”, evolui agora como parte do Plano África 2025–2028, consolidando a cultura como eixo estratégico de desenvolvimento e diplomacia.
Leitura Crítica e Perspectiva Cultural – Kikalakalu Kiadibya
A primeira edição do festival em Luanda deixa uma marca positiva no panorama cultural, abrindo espaço para futuras edições mais robustas e tecnicamente consolidadas.
A experiência evidenciou o potencial de Angola como ponto de convergência cultural internacional, reforçando a necessidade de continuidade, investimento técnico e valorização das plataformas de intercâmbio artístico.
Num balanço final, permanece a sensação de que o festival cumpriu a sua missão essencial: aproximar culturas, criar pontes e afirmar a arte como linguagem universal.
Fonte: REPORTAGEM PRESSdigi | Rede Nacional | Rede Internacional
Alinhamento Editorial: PRESSdigi.ao
Nota Especial | Galeria Livre
Momentos registados por Kikalakalu Kiadibya | PRESSdigi

























