Projecto reúne gerações de artistas e reforça a continuidade da música tradicional angolana

CULTURA | ANGOLA EM FOCO

O músico Dom Caetano é a principal figura da segunda edição da 6ª temporada do projecto “Almoço Angolano”, que decorre em Luanda, no Hotel Diamante, reunindo nomes consagrados e continuadores do semba num ambiente de celebração cultural.


Encontro de Gerações no Palco

Ao lado de Dom Caetano, sobem ao palco Tony do Fumo Filho, Morón e Lolito da Paixão, acompanhados pela Banda Yetu. O espectáculo integra ainda a componente coreográfica assegurada pelo grupo Bailado do Prenda, numa fusão entre música e dança que reforça a identidade do semba.

A iniciativa destaca-se como espaço de partilha intergeracional, onde mestres e novos intérpretes dialogam através da música.


Repertório que Marca Épocas

Dom Caetano, que regressa aos palcos após celebrar 68 anos, apresenta um repertório que atravessa várias gerações, com temas emblemáticos como “Tia”, “Adeus à Hora da Largada”, “Nova Cooperação”, “Ueji Uakissoka”, “Vizinha” e “Dyala dya Hongo”.

A sua presença reafirma o papel dos grandes nomes da música angolana na preservação e difusão do património cultural.


Homenagem e Continuidade

Tony do Fumo Filho presta tributo ao legado do pai, revisitando clássicos e apresentando composições próprias, enquanto Morón e Lolito da Paixão recuperam canções intemporais do cancioneiro nacional.

O espectáculo assume-se, assim, como um tributo vivo à história do semba, mantendo a sua relevância no panorama contemporâneo.


Sequência de uma Temporada Cultural Activa

Esta edição sucede à actuação de Eddy Tussa, que participou anteriormente ao lado da Banda Kassembele e convidados como Calabeto, Lulas da Paixão e Karina Santos, reforçando a consistência do projecto.

O “Almoço Angolano” consolida-se como uma plataforma regular de valorização da música angolana, promovendo encontros culturais de forte identidade.


Semba como Património Vivo

A continuidade de iniciativas como esta reafirma o semba como um dos pilares da cultura angolana, não apenas enquanto expressão musical, mas como elemento de identidade, memória e coesão social.


Fonte: Jornal de Angola | Rede Nacional
Alinhamento Editorial: PRESSdigi.ao