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O fortalecimento da investigação científica e a valorização do património histórico estiveram no centro de um debate promovido pelo Museu Regional do Reino do Kongo, que apresentou oficialmente o projecto “Dikanda do Reino do Kongo”, uma iniciativa dedicada à preservação da memória colectiva, ao aprofundamento do conhecimento científico e à promoção da identidade cultural de um dos mais importantes reinos da história africana.

Realizado no Centro Cultural Comandante Bula, em Mbanza Kongo, o encontro reuniu especialistas, representantes institucionais e membros da sociedade civil para uma reflexão multidisciplinar sobre o legado histórico e cultural do antigo Reino do Kongo.

Projecto “Dikanda do Reino do Kongo” impulsiona investigação e preservação

Durante a abertura dos trabalhos, a directora do Gabinete Provincial da Cultura do Zaire, Nzuzi Makiese Kadi, que representou o governador provincial, destacou que a investigação científica constitui um instrumento essencial para a valorização, conservação e divulgação do património cultural angolano.

Segundo a responsável, iniciativas como o projecto “Dikanda do Reino do Kongo” contribuem para consolidar a produção de conhecimento, reforçar a memória histórica das comunidades e incentivar novas gerações de investigadores a aprofundarem o estudo da herança cultural da região.

Especialistas analisam a importância histórica de Mbanza Kongo

O programa científico integrou dois painéis de destaque que abordaram diferentes perspectivas sobre a história e o património do Reino do Kongo.

O investigador André Nlandu apresentou o tema “Mbanza Kongo: Um Museu ao Ar Livre”, evidenciando o valor patrimonial da antiga capital do Reino do Kongo, reconhecida pela riqueza dos seus monumentos, vestígios arqueológicos e memória histórica preservada ao longo dos séculos.

Já o académico Afonso Nsambu Júnior conduziu a reflexão intitulada “A Busca por um Passado Comum: A Existência de uma Nação Kongo Anterior à Conferência de Berlim – História, Mitos, Realidade e Memórias”, abordando os fundamentos históricos da identidade do povo Kongo antes da redefinição das fronteiras africanas durante a Conferência de Berlim.

Participação institucional fortalece o diálogo sobre património

O encontro contou com a presença de representantes do Governo Provincial do Zaire, autoridades tradicionais, académicos, investigadores, estudantes e membros da sociedade civil, demonstrando o interesse crescente pela preservação da memória histórica e pela valorização do património cultural nacional.

A programação foi concluída com uma visita guiada ao Museu Regional do Reino do Kongo e a diversos sítios históricos de Mbanza Kongo, proporcionando aos participantes uma experiência de contacto directo com os espaços que testemunham a riqueza histórica e cultural da antiga capital do Reino do Kongo.

Memória histórica como património das futuras gerações

A realização deste debate científico reforça a importância de iniciativas que unem investigação, educação e preservação patrimonial, contribuindo para consolidar Mbanza Kongo como um dos principais centros de referência da história africana e da identidade cultural angolana.

Ao incentivar o estudo e a divulgação do legado do Reino do Kongo, o projecto “Dikanda do Reino do Kongo” representa mais um passo na valorização da memória colectiva e na promoção do património cultural como instrumento de desenvolvimento, cidadania e afirmação da identidade nacional.


Fonte: REDE NACIONAL | MINCULT

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