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A 21.ª edição do Festival Internacional de Teatro do Cazenga (FESTECA) encerrou oficialmente no dia 12 de Julho de 2026, em Luanda, com um balanço positivo marcado pela participação de 5.304 espectadores, cerca de 350 artistas e uma programação que combinou espectáculos, formação e espaços de reflexão sobre o presente e o futuro das artes cénicas.
Realizado ao longo de 12 dias, sob o lema “Viver o Teatro para Revelar a Vida!”, o festival reafirmou a sua posição como uma das principais plataformas de promoção do teatro e do intercâmbio artístico em Angola.
Encerramento homenageia referências do teatro angolano
A cerimónia de encerramento aconteceu no auditório do Centro de Animação Artística do Cazenga (Anim’Art), onde a organização prestou uma homenagem especial ao professor e dramaturgo angolano Armando Rosa, reconhecendo o seu contributo para o desenvolvimento e valorização das artes cénicas nacionais.
O momento de encerramento artístico ficou marcado pela apresentação da peça “O Kazukuteiro”, levada à cena pelo grupo teatral Nova Cena do Cazenga, que assumiu a responsabilidade pela última exibição da 21.ª edição do festival.
FESTECA abriu programação com homenagem a Victória Soares
A edição deste ano teve início no dia 1 de Julho, com uma homenagem à actriz e encenadora angolana Victória Soares “Totonha”, reconhecendo o seu percurso e contributo para a história do teatro e da interpretação em Angola.
A homenagem reforçou uma das dimensões centrais do festival: a valorização da memória artística e o reconhecimento de profissionais que contribuíram para a construção das artes cénicas no país.
Festival promove intercâmbio entre artistas de diferentes países
A 21.ª edição do FESTECA reuniu mais de 30 grupos e companhias teatrais, provenientes de Angola e de países convidados, entre os quais Alemanha, Brasil, Moçambique e Portugal.
A participação internacional permitiu ampliar as possibilidades de intercâmbio cultural e artístico, criando um espaço de encontro entre diferentes linguagens, estéticas e experiências do teatro contemporâneo.
A presença de artistas de diferentes geografias também contribuiu para fortalecer a cooperação cultural e aproximar o público angolano de outras expressões das artes cénicas internacionais.
Programação combinou espectáculos e formação artística
Ao longo dos 12 dias, o festival apresentou cerca de 36 espectáculos teatrais, complementados por oficinas técnicas e mesas-redondas dedicadas à reflexão sobre os desafios e as perspectivas do teatro.
A componente formativa assumiu particular relevância ao proporcionar aos participantes momentos de aprendizagem, troca de experiências e aperfeiçoamento técnico, contribuindo para a capacitação de novos agentes e profissionais ligados às artes cénicas.
As mesas-redondas permitiram igualmente discutir questões relacionadas com o futuro do teatro, promovendo o diálogo entre artistas, produtores, investigadores e demais intervenientes do sector cultural.
Cazenga consolida-se como território de criação e cultura
Com mais de cinco mil espectadores e centenas de artistas envolvidos, o FESTECA 2026 evidencia a capacidade das artes cénicas de mobilizar públicos e estimular o diálogo cultural a partir das comunidades.
A continuidade do festival contribui para a descentralização da actividade cultural e para o fortalecimento do Cazenga como um importante território de criação, fruição e circulação artística em Luanda.
Ao encerrar a sua 21.ª edição, o FESTECA reafirma o teatro como instrumento de expressão, memória, educação e transformação social, mantendo abertas as portas para novos encontros entre artistas, comunidades e públicos.
Fonte: REDE NACIONAL | Vanguarda | Jornal de Angola
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