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Plano Operacional para 2026 aposta na valorização dos artistas, preservação da memória e ampliação da participação nas actividades culturais
O Ministro da Cultura, Filipe Silvino de Pina Zau, recebeu, na sexta-feira, 7 de Agosto, os responsáveis da Liga Cultural dos Deficientes Angolanos (LICULDA), liderados pelo seu presidente, Rodrigues Artur “Clareza”, que apresentaram o Plano Operacional da organização para o ano de 2026.
O encontro decorreu num ambiente de diálogo institucional e cooperação, permitindo a apresentação de propostas orientadas para o fortalecimento da inclusão cultural das pessoas com deficiência e para a valorização dos seus contributos no panorama artístico nacional.
Cultura inclusiva como prioridade
Durante a audiência, o Ministro da Cultura manifestou apreço pelo trabalho desenvolvido pela LICULDA ao longo dos últimos anos, reconhecendo o papel da organização na promoção da inclusão, da igualdade de oportunidades e da valorização dos talentos artísticos das pessoas com deficiência.
O governante destacou a importância de iniciativas que contribuam para tornar o sector cultural cada vez mais acessível, participativo e representativo da diversidade existente na sociedade angolana.
Plano para 2026 reforça reconhecimento dos artistas
Entre as principais acções constantes do Plano Operacional apresentado pela LICULDA encontra-se a realização de uma homenagem aos artistas com deficiência já falecidos.
A iniciativa está prevista para decorrer no âmbito das comemorações do Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, assinalado anualmente a 3 de Dezembro, e pretende preservar a memória e reconhecer o contributo daqueles que marcaram a história das artes e da cultura em Angola.
A organização considera que valorizar estes percursos representa igualmente uma forma de inspirar novas gerações de artistas.
Mais oportunidades para a participação artística
Durante o encontro foram igualmente discutidas propostas destinadas a ampliar a participação das pessoas com deficiência nas diferentes expressões culturais, promovendo maior inclusão nas áreas das artes visuais, música, teatro, dança, literatura e outras manifestações criativas.
A LICULDA defende o fortalecimento de políticas públicas que garantam igualdade de oportunidades, acessibilidade e condições adequadas para o desenvolvimento artístico deste segmento da população.
Inclusão fortalece o desenvolvimento cultural
Enquanto organização dedicada à promoção e defesa dos direitos culturais das pessoas com deficiência, a LICULDA tem vindo a desenvolver iniciativas voltadas para a valorização dos talentos nacionais, incentivando uma cultura baseada na diversidade, na participação e no respeito pelos direitos humanos.
As propostas apresentadas ao Ministério procuram consolidar um modelo cultural mais inclusivo e alinhado com os princípios da cidadania e da igualdade.
Perspectiva PRESSdigi
A democratização da cultura passa necessariamente pela inclusão efectiva de todos os cidadãos. Valorizar os artistas com deficiência significa reconhecer que a criatividade não conhece limitações físicas, mas necessita de oportunidades, acessibilidade e políticas públicas consistentes. O fortalecimento do diálogo entre o Ministério da Cultura e organizações como a LICULDA representa um passo importante para construir um sector cultural mais diverso, representativo e socialmente inclusivo, onde a arte continue a afirmar-se como instrumento de cidadania, dignidade e desenvolvimento humano.
Fonte: REDE NACIONAL | Ministério da Cultura de Angola
Alinhamento Editorial: PRESSdigi.ao


