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Vice-presidente do MPLA destaca formação, inovação e liderança como pilares para o futuro de Angola

A vice-presidente do MPLA, Mara Quiosa, apelou aos jovens angolanos para colocarem a educação, a capacitação técnica e o desenvolvimento de competências entre as suas principais prioridades, defendendo que o conhecimento continua a ser o maior património para a construção de uma Angola mais próspera, inclusiva e sustentável.

A intervenção ocorreu durante a II Conferência Angola Avante, realizada no Auditório Rui Ferreira, no Palácio da Justiça, em Luanda, sob o tema “Liderança, Participação Feminina na Governação e o Papel das Mulheres na Consolidação de Políticas Públicas para o Desenvolvimento Sustentável”.

Juventude chamada a enfrentar os desafios com preparação

Dirigindo-se a uma audiência maioritariamente composta por jovens, Mara Quiosa encorajou a nova geração a investir continuamente na formação académica e profissional, sublinhando que os desafios fazem parte do percurso de crescimento pessoal e colectivo.

Na sua abordagem, destacou que a actual geração será responsável por conduzir Angola nas próximas décadas, razão pela qual considera essencial que os jovens estejam preparados para assumir responsabilidades nos diferentes sectores da sociedade.

A dirigente defendeu igualmente uma postura activa perante os desafios nacionais, incentivando a juventude a aproveitar todas as oportunidades de aprendizagem, inovação e desenvolvimento humano.

Liderança nasce do exemplo e do compromisso

Durante a Aula Magna, Mara Quiosa salientou que a liderança não depende exclusivamente da ocupação de cargos políticos ou administrativos.

Segundo explicou, qualquer cidadão pode exercer influência positiva na universidade, na comunidade, no ambiente profissional, na família ou em qualquer outro espaço social, desde que actue com responsabilidade, ética e espírito de serviço.

Para a vice-presidente do MPLA, liderar significa inspirar pelo exemplo, assumindo uma postura de compromisso permanente com o desenvolvimento colectivo.

Capital humano supera riqueza dos recursos naturais

Outro dos aspectos centrais da intervenção incidiu sobre a valorização do capital humano.

Mara Quiosa considerou ultrapassada a ideia de que a abundância de petróleo, diamantes ou outros recursos naturais constitui, por si só, garantia de prosperidade para uma nação.

Como exemplo, referiu que existem países ricos em recursos naturais que continuam a enfrentar baixos índices de desenvolvimento, enquanto outras nações, com recursos limitados, alcançaram elevados níveis de progresso graças ao investimento na educação, inovação, ciência, tecnologia e qualificação das pessoas.

Neste contexto, afirmou que o maior património de Angola reside na capacidade, criatividade e talento da sua população.

Educação e inovação impulsionam o desenvolvimento sustentável

Ao abordar o tema do desenvolvimento sustentável, a dirigente defendeu que o crescimento económico deve estar associado ao fortalecimento das capacidades humanas.

Segundo explicou, infra-estruturas, investimentos financeiros e tecnologias apenas produzem resultados duradouros quando acompanhados por uma população qualificada, empreendedora e preparada para inovar.

Defendeu igualmente que políticas públicas inclusivas exigem maior participação da juventude, permitindo transformar diversidade em inteligência colectiva, talento em inovação e inclusão em prosperidade.

Participação feminina ganha maior expressão na governação

Mara Quiosa destacou ainda os avanços registados na promoção da liderança feminina em Angola, enaltecendo a aposta do Presidente da República, João Lourenço, na nomeação de mulheres para cargos de direcção e chefia.

Na sua perspectiva, este processo representa um compromisso com a modernização do Estado e com a promoção da justiça social.

Contudo, advertiu que o aumento da representação feminina deve continuar sustentado pela formação permanente, mérito, competência técnica e excelência profissional, garantindo uma participação cada vez mais qualificada das mulheres na governação e na administração pública.

Conhecimento como prioridade para o futuro nacional

A intervenção terminou com uma mensagem de confiança dirigida à juventude angolana, reforçando que o desenvolvimento sustentável depende sobretudo das pessoas e da capacidade colectiva de gerar conhecimento, inovação e soluções para os desafios do país.

A dirigente reiterou que investir na educação representa um dos caminhos mais seguros para fortalecer a cidadania, promover o crescimento económico e consolidar uma sociedade mais justa e preparada para o futuro.

Fonte Principal: REDE NACIONAL | PressReader

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