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ANGOLA E EGIPTO CONSOLIDAM COOPERAÇÃO CULTURAL COM NOVO MEMORANDO DE ENTENDIMENTO

“Ancestralidade é continuidade com futuridade.”

Redação Digipress
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segunda-feira, 21 de setembro de 2026 às 13:05
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ANGOLA E EGIPTO CONSOLIDAM COOPERAÇÃO CULTURAL COM NOVO MEMORANDO DE ENTENDIMENTO
Foto: DigiPress
ANGOLA E EGIPTO CONSOLIDAM COOPERAÇÃO CULTURAL COM NOVO MEMORANDO DE ENTENDIMENTO

UM NOVO CAPÍTULO NA COOPERAÇÃO CULTURAL ANGOLA–EGIPTO

Angola e o Egipto reforçaram, a 19 de Setembro, os seus laços de cooperação cultural com a assinatura de um Memorando de Entendimento, instrumento destinado a aprofundar as relações bilaterais e a promover iniciativas conjuntas nos domínios da cultura, da formação e da preservação do património.

O documento foi assinado pelo Ministro da Cultura de Angola, Filipe Silvino de Pina Zau, e pelo Ministro do Ensino Superior e da Investigação Científica do Egipto, Abdelaziz Konsowa, que responde interinamente pelo Ministério da Cultura da República Árabe do Egipto.

A assinatura representa uma manifestação da vontade dos dois países de ampliar a cooperação cultural e criar mecanismos que permitam transformar os compromissos institucionais em programas e acções concretas.

FORMAÇÃO EM ARQUEOLOGIA E MUSEOLOGIA

Entre as áreas de cooperação previstas no Memorando de Entendimento encontram-se iniciativas de formação especializada, com destaque para a arqueologia e a museologia.

Estes domínios assumem particular relevância no contexto da preservação, investigação e valorização do património cultural africano, contribuindo para o reforço das competências técnicas e profissionais de especialistas e instituições ligadas à cultura.

A cooperação neste sector poderá igualmente favorecer a partilha de experiências sobre conservação, documentação, investigação e divulgação de bens culturais, tendo em conta os diferentes patrimónios históricos e arqueológicos dos dois países.

CULTURA COMO INSTRUMENTO DE DIÁLOGO ENTRE OS POVOS

Durante a cerimónia, o Ministro Filipe Zau destacou a cultura como uma das mais sólidas pontes de entendimento entre as nações.

Na sua intervenção, o governante reafirmou o compromisso de Angola em continuar a utilizar a cultura como instrumento de diálogo, aproximação entre os povos e consolidação das relações de cooperação internacional.

Esta perspectiva enquadra a cultura para além da produção artística, reconhecendo o seu papel na construção de relações diplomáticas, no fortalecimento da compreensão mútua e na valorização das identidades históricas dos povos.

A cooperação cultural Angola–Egipto passa, assim, a integrar uma agenda de aproximação que procura associar a preservação do património, a formação especializada e a criação de iniciativas de interesse comum.

JUSTIÇA SOCIAL E RESGATE DO PATRIMÓNIO AFRICANO

Na mesma ocasião, Filipe Zau defendeu a necessidade de ampliar o debate sobre a justiça social para africanos e afrodescendentes, bem como sobre o resgate de bens culturais que integram a identidade patrimonial africana.

A abordagem coloca em evidência questões relacionadas com a preservação da memória histórica, a protecção do património e a valorização de bens culturais associados à trajectória dos povos africanos e das suas diásporas.

O debate sobre o património africano envolve igualmente a necessidade de reforçar a investigação, a documentação e a cooperação entre instituições, de modo a contribuir para o reconhecimento e a salvaguarda de referências culturais materiais e imateriais.

PLANO DE ACÇÃO PARA DAR CONCRETIZAÇÃO AO MEMORANDO

O Memorando de Entendimento estabelece as bases para o desenvolvimento de programas e iniciativas conjuntas entre Angola e o Egipto.

Está prevista a elaboração de um plano de acção, que deverá permitir conferir maior concretização, dinamismo e visibilidade à cooperação cultural formalmente estabelecida entre os dois países.

A definição desse instrumento será importante para estruturar prioridades, identificar acções de execução e reforçar a participação das instituições culturais e dos profissionais envolvidos nos diferentes domínios de colaboração.

A passagem dos compromissos diplomáticos para projectos concretos poderá contribuir para uma cooperação mais contínua e para o aprofundamento das relações culturais bilaterais.

SEMBA: ANGOLA PROCURA APOIO PARA A PROJECÇÃO INTERNACIONAL

Durante a sua deslocação ao Egipto, o Ministro da Cultura de Angola abordou igualmente o processo de candidatura da música e da dança Semba à classificação pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade.

Segundo a informação divulgada pelo Ministério da Cultura, a apreciação da candidatura está prevista para Novembro, na República Popular da China. Neste contexto, Filipe Zau solicitou o apoio institucional do Egipto à iniciativa de valorização e projecção internacional do património cultural angolano.

O Semba constitui uma expressão importante da identidade cultural de Angola, reunindo música, dança, memória social e formas de transmissão de conhecimentos entre gerações.

A sua candidatura à UNESCO insere-se num esforço de reconhecimento e salvaguarda do património cultural imaterial, bem como de ampliação da visibilidade internacional das expressões culturais angolanas.

MEMÓRIA HISTÓRICA: INAUGURAÇÃO DO BUSTO DE AGOSTINHO NETO

A deslocação do Ministro da Cultura de Angola ao Egipto ficou igualmente marcada pela inauguração do busto do Dr. António Agostinho Neto, primeiro Presidente da República de Angola e Fundador da Nação.

O acto assumiu um significado político, histórico e cultural, ao evocar a figura de Agostinho Neto e a importância da memória nacional no quadro das relações entre Angola e outros países.

A presença de referências históricas angolanas em espaços internacionais pode contribuir para a valorização da memória colectiva, para o reconhecimento de personalidades fundamentais da história do país e para o reforço dos laços institucionais e culturais.

COOPERAÇÃO CULTURAL E FUTURO DAS RELAÇÕES BILATERAIS

A assinatura do Memorando de Entendimento entre Angola e o Egipto abre uma nova etapa de cooperação formal no sector cultural, com possibilidades de desenvolvimento nas áreas da formação, investigação, museologia, arqueologia e salvaguarda do património.

A concretização das acções previstas dependerá da elaboração e implementação do plano de acção, bem como da articulação entre as instituições responsáveis pelos programas de cooperação.

Ao aproximar experiências, conhecimentos e patrimónios de duas sociedades com importantes trajectórias históricas, a cooperação cultural pode contribuir para o fortalecimento do diálogo africano e para a valorização de identidades e memórias partilhadas.

A cultura permanece, deste modo, como espaço de encontro, conhecimento e construção de relações duradouras entre os povos.


“Ancestralidade é continuidade com futuridade.”

REDE NACIONAL | Ministério da Cultura de Angola

Alinhamento Editorial: PRESSdigi.ao — Informação, Cultura, Imagem e Memória

Classe / Tema: Cultura, Diplomacia Cultural, Cooperação Internacional, Património e Identidade Africana

Fonte principal: Ministério da Cultura de Angola

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