Luanda — O Governo angolano reafirmou o compromisso de acompanhar as dinâmicas da transformação digital, através da implementação de políticas e iniciativas orientadas para a modernização da Administração Pública, a expansão do acesso às tecnologias de informação e comunicação e a melhoria dos serviços prestados aos cidadãos.
A posição foi expressa esta quarta-feira, em Luanda, pelo secretário de Estado para a Comunicação Social, Nuno Caldas Albino, durante a abertura da quarta edição do Fórum Lusófono da Governação da Internet, realizado no Centro de Convenções de Talatona.
POLÍTICAS PÚBLICAS PARA A TRANSFORMAÇÃO DIGITAL
Durante a sua intervenção, Nuno Caldas Albino destacou o acompanhamento, por parte do Executivo, das mudanças provocadas pela digitalização e a adopção de instrumentos legislativos destinados a responder aos desafios do ambiente digital.
Entre os mecanismos mencionados encontram-se a Lei de Políticas Fiscais na Internet, a Lei de Cibersegurança e o Regulamento de Assinaturas Digitais, apresentados como referências no processo de enquadramento e desenvolvimento das actividades digitais no país.
A aposta na transformação digital está associada à necessidade de modernizar os serviços públicos, melhorar a relação entre as instituições e os cidadãos e criar condições para uma utilização mais ampla e segura das tecnologias de informação e comunicação.
ACESSO À TECNOLOGIA, FORMAÇÃO E EMPREENDEDORISMO
O secretário de Estado reafirmou igualmente o compromisso do Governo em ampliar o acesso às tecnologias digitais, apoiar a formação dos jovens e incentivar o empreendedorismo tecnológico.
A agenda apresentada inclui ainda o reforço da cibersegurança e a criação de um ambiente favorável à inovação, com o propósito de estimular o desenvolvimento de competências, projectos e soluções capazes de responder às necessidades da sociedade.
A formação de jovens e o incentivo à iniciativa tecnológica assumem particular importância num contexto em que a digitalização influencia os sectores da educação, comunicação, administração pública, economia e prestação de serviços.
COOPERAÇÃO ENTRE OS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA
No domínio da cooperação internacional, Nuno Caldas Albino defendeu o aprofundamento das relações entre os Estados lusófonos, através da partilha de experiências, do desenvolvimento de projectos conjuntos e da harmonização de abordagens em matérias de interesse comum relacionadas com o universo digital.
O responsável sublinhou que os desafios associados à transformação digital ultrapassam as capacidades individuais dos países, tornando necessária uma resposta articulada entre os diferentes Estados.
“Nenhum país conseguiria enfrentar isoladamente todos os desafios do mundo digital. Precisamos todos, de mãos dadas, reforçar a cooperação entre os Estados lusófonos, partilhar experiências, desenvolver projectos conjuntos e harmonizar, sempre que possível, as nossas abordagens em matérias de interesse comum”, afirmou.
A declaração coloca a cooperação técnica e institucional no centro do debate sobre a governação da Internet, tendo em conta a necessidade de partilhar conhecimentos, desenvolver capacidades e promover respostas comuns perante os desafios tecnológicos.
FÓRUM REÚNE REPRESENTANTES DO ESPAÇO LUSÓFONO
A quarta edição do Fórum Lusófono da Governação da Internet reúne especialistas e representantes de Angola, Portugal, São Tomé e Príncipe e Moçambique, proporcionando um espaço de diálogo sobre a evolução, os usos e os mecanismos de governação da Internet no espaço de língua portuguesa.
O encontro decorre até quinta-feira e aborda igualmente os impactos e os desafios relacionados com a diversidade linguística e cultural no ambiente digital.
Entre os temas em análise encontram-se as transformações resultantes da evolução tecnológica e a necessidade de assegurar que a expansão do espaço digital considere as especificidades culturais e linguísticas dos diferentes países e comunidades.
GOVERNAÇÃO DIGITAL ENTRE INOVAÇÃO, SEGURANÇA E INCLUSÃO
A realização do fórum enquadra-se num debate mais amplo sobre o papel das políticas públicas na construção de um ambiente digital acessível, seguro e orientado para o desenvolvimento.
A modernização administrativa, a protecção no ciberespaço, a formação de recursos humanos, o empreendedorismo e a cooperação entre os países lusófonos constituem dimensões interligadas no processo de transformação digital.
Para Angola, a discussão coloca em evidência a importância de articular os instrumentos legislativos e as iniciativas institucionais com o desenvolvimento de competências, a inclusão digital e a criação de soluções tecnológicas adaptadas às necessidades da população.
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Alinhamento Editorial: PRESSdigi.ao
Classe / Tema: Tecnologia e Sociedade, Transformação Digital, Governação da Internet, Administração Pública, Cibersegurança e Cooperação Lusófona
Fonte principal: Gira Notícias – Rede Girassol.
Fonte de referência mencionada na matéria: JA Online.




