NOVO SECRETÁRIO DE ESTADO INTEGRA ESTRUTURA DO MINISTÉRIO DA CULTURA
O Ministério da Cultura conta, desde Setembro de 2026, com Hélder Jonas Leonardo Chingunde Marcelino como Secretário de Estado para as Indústrias Criativas, na sequência da sua nomeação pelo Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço.
A nomeação foi formalizada a 9 de Setembro de 2026, tendo o novo responsável tomado posse no dia 11 de Setembro, durante a cerimónia realizada no Palácio Presidencial, em Luanda, que reuniu novos membros do Executivo.
A entrada de Hélder Marcelino na estrutura de direcção do Ministério da Cultura enquadra-se na organização institucional do sector das indústrias criativas, área associada à produção cultural, à valorização do talento e ao desenvolvimento de actividades económicas ligadas à criatividade.
INDÚSTRIAS CRIATIVAS COMO ÁREA DE INTERVENÇÃO CULTURAL E ECONÓMICA
As indústrias criativas abrangem diferentes áreas de produção e expressão, incluindo a música, as artes cénicas, o audiovisual, o design, a literatura, as artes visuais, o património e outras actividades baseadas na criatividade e na propriedade intelectual.
Neste contexto, a Secretaria de Estado para as Indústrias Criativas integra a estrutura governativa responsável pelo acompanhamento das matérias relacionadas com este sector, cuja consolidação envolve a articulação entre políticas culturais, formação profissional, empreendedorismo, produção artística e criação de oportunidades económicas.
A existência de uma área específica dedicada às indústrias criativas coloca em evidência a necessidade de estabelecer mecanismos de apoio aos criadores, agentes culturais, produtores e organizações que actuam na cadeia de valor da cultura.
EXPERIÊNCIA ACADÉMICA E INSTITUCIONAL
Antes da sua nomeação, Hélder Marcelino exercia funções como docente da Faculdade de Economia da Universidade José Eduardo dos Santos (UJES) e ocupava, desde Novembro de 2025, o cargo de Pró-Reitor para a Extensão e Internacionalização da instituição.
A sua passagem pelo meio académico constitui uma referência do seu percurso institucional, num contexto em que as políticas ligadas às indústrias criativas podem beneficiar da aproximação entre investigação, formação, inovação e desenvolvimento de projectos culturais.
A articulação entre o conhecimento académico e a gestão pública poderá integrar os desafios associados à estruturação de políticas e iniciativas destinadas ao fortalecimento do sector criativo, sem prejuízo das orientações e prioridades que venham a ser definidas pelos órgãos competentes.
VALORIZAÇÃO DO TALENTO E DESENVOLVIMENTO DA ECONOMIA CRIATIVA
Entre os principais domínios relacionados com as indústrias criativas encontram-se a valorização dos talentos nacionais, o incentivo à profissionalização dos agentes culturais e a criação de condições para a sustentabilidade dos projectos artísticos e culturais.
O desenvolvimento deste sector envolve igualmente a promoção da produção nacional, a qualificação dos profissionais, o acesso a mercados, a protecção da propriedade intelectual e o estabelecimento de parcerias entre instituições públicas, entidades privadas, organizações culturais e comunidades criativas.
A actuação institucional nesta área poderá contribuir para uma abordagem integrada da cultura, considerando tanto a sua dimensão identitária e patrimonial como o seu potencial de geração de emprego, rendimento e inovação.
DESAFIOS PARA O FORTALECIMENTO DO SECTOR CRIATIVO ANGOLANO
A consolidação das indústrias criativas em Angola exige atenção a diferentes dimensões, entre as quais se destacam a formação especializada, as infra-estruturas culturais, os mecanismos de financiamento, a circulação de obras e artistas e o acesso às plataformas de divulgação e distribuição.
Também se apresenta relevante o reforço das ligações entre os criadores angolanos e os circuitos culturais nacionais e internacionais, favorecendo a cooperação, a mobilidade artística e a projecção da diversidade cultural do país.
Neste quadro, o acompanhamento das políticas públicas para as indústrias criativas constitui uma área de intervenção que poderá envolver diferentes sectores da administração pública e os vários agentes que integram o ecossistema cultural.
CULTURA, IDENTIDADE E FUTURO DAS INDÚSTRIAS CRIATIVAS
A valorização das indústrias criativas passa pelo reconhecimento da cultura como espaço de expressão identitária, preservação da memória, inovação e participação social.
A nova composição da estrutura de direcção do Ministério da Cultura ocorre num contexto em que a produção artística e cultural angolana procura ampliar as suas possibilidades de organização, profissionalização e inserção nos circuitos nacionais e internacionais.
O acompanhamento da actuação da Secretaria de Estado para as Indústrias Criativas permitirá observar as medidas, programas e prioridades que venham a ser desenvolvidos para o sector, bem como os seus impactos na vida dos criadores, produtores, empreendedores e demais profissionais da cultura.
REDE NACIONAL | Ministério da Cultura
Alinhamento Editorial: PRESSdigi.ao
Classe / Tema: Cultura, Indústrias Criativas, Políticas Culturais, Economia Criativa, Gestão Pública e Desenvolvimento do Sector Cultural
Fonte principal: Ministério da Cultura — comunicação sobre a entrada em funções de Hélder Jonas Leonardo Chingunde Marcelino como Secretário de Estado para as Indústrias Criativas.





