MÚSICA & MEMÓRIA | Vladmiro Gonga leva “Concerto à Meia Lua” à Ilha de Luanda para celebrar a música e a mulher angolana

Um encontro íntimo entre música, memória e público
A Fundação Arte e Cultura recebe, no dia 25 de Setembro de 2026, às 19h00, o concerto acústico “GONGA – VOZ E VIOLÃO | CONCERTO À MEIA LUA”, protagonizado pelo cantor, compositor, violonista, arranjista e pesquisador angolano Vladmiro Gonga.
Marcado para o Pátio da Fundação Arte e Cultura, na Ilha de Luanda, o espectáculo propõe um formato intimista e pouco convencional, com o público disposto em meia-lua ao redor do artista.
A proposta procura aproximar intérprete e espectadores num ambiente de escuta, partilha e diálogo, transformando o concerto num espaço de convivência em torno da música e das histórias que atravessam a obra de Gonga.
“MassembaJazz” & “Uazekele” | Duas obras, uma trajectória
O concerto assinala a celebração dos álbuns “MassembaJazz” e “Uazekele”, duas obras que integram a trajectória autoral de Vladmiro Gonga e revelam o encontro entre referências da música tradicional angolana, Jazz e Bossa Nova.
Os trabalhos contam com a colaboração de músicos nacionais e internacionais de reconhecido percurso, entre os quais Jaques Morelenbaum, Filó Machado, Paulo Calasans, Max Viana, Filipe Mukenga, Carlitos Vieira Dias e Sandra Cordeiro, além da parceria do escritor e poeta Manuel Rui Monteiro.
As experiências de produção entre Luanda e Brasil contribuíram para uma linguagem musical que aproxima diferentes geografias, gerações e matrizes estéticas.
Voz, violão e convidados | Uma noite de encontros
No formato voz e violão, Gonga terá como convidados Euclides da Lomba, Konde Martins e o escritor e poeta Lopito Feijó.
A programação contará ainda com a participação especial de crianças estudantes da Escola de Música da Fundação Arte e Cultura, proporcionando um momento de diálogo entre diferentes gerações através da música.
A presença dos jovens estudantes acrescenta ao concerto uma dimensão pedagógica e de transmissão, aproximando a experiência artística da formação de novos intérpretes.
Memória cultural | A arte como arquivo de um povo
Entre os momentos de destaque estará a interpretação de “A Valsa da Zungueira” e “Avenida Urbano de Castro”, obras que integram os primeiros trabalhos de Gonga e que ganharam projecção nacional e internacional.
Em “Avenida Urbano de Castro”, o artista presta homenagem a figuras das artes angolanas, incluindo escritores, poetas, actores, bailarinos e músicos, propondo uma reflexão sobre a importância de preservar a memória daqueles que contribuíram para a construção cultural do país.
A música assume, assim, uma função que ultrapassa o entretenimento: torna-se também território de memória, reconhecimento e transmissão cultural.
Mulher angolana | A força por detrás da “Valsa da Zungueira”
A homenagem à mulher angolana constitui outro dos eixos centrais do espectáculo.
Em “A Valsa da Zungueira”, Vladmiro Gonga direcciona o olhar para a mulher que exerce a actividade de zungueira e para a sua realidade quotidiana, apresentando-a como símbolo de resistência, trabalho e responsabilidade familiar.
A obra procura valorizar a mulher que percorre longas distâncias em busca do sustento da família, muitas vezes conciliando a actividade económica com os cuidados dos filhos.
A abordagem transforma a canção numa plataforma de consciência social e valorização da mulher trabalhadora, inserindo a música numa discussão mais ampla sobre dignidade, sobrevivência e reconhecimento.
Arte autoral | Comprar música também é preservar cultura
Além do concerto, a programação prevê a venda dos álbuns “MassembaJazz” e “Uazekele”, uma conversa com o público sobre o processo criativo das canções e, posteriormente, uma sessão de autógrafos.
A iniciativa ganha particular significado perante os desafios enfrentados pela música autoral num mercado cada vez mais dominado pelo consumo digital.
A aquisição de uma obra física representa, neste contexto, não apenas a compra de um produto cultural, mas uma forma directa de apoiar a criação artística e contribuir para a sustentabilidade de quem produz música.
Para o PRESSdigi.ao, valorizar o disco enquanto objecto cultural significa também defender a preservação da memória musical, da autoria e do património artístico contemporâneo de Angola.
Vladmiro Gonga | Uma sonoridade entre tradição e modernidade
Cantor, compositor, violonista, arranjista e pesquisador angolano, Vladmiro Gonga desenvolve uma linguagem musical marcada pelo cruzamento entre ritmos e referências tradicionais de Angola, Jazz e Bossa Nova.
A combinação dessas influências resulta numa sonoridade de matriz afro-jazz e retro-moderna, caracterizada pela atenção aos arranjos, à interpretação e à construção conceptual das canções.
A sua trajectória inclui os álbuns “MassembaJazz” e “Uazekele”, bem como colaborações com nomes relevantes da música e literatura angolana e internacional.
Entre os reconhecimentos recebidos estão o Prémio de Melhor Canção no Festival GIMU 2023, pela obra “Uazekele”, e a Medalha de Mérito Profissional, atribuída pela Academia Brasileira de Ciências, Artes, História e Literatura.
Agenda | Um programa para viver a música de perto
A programação do “Concerto à Meia Lua” está organizada para proporcionar uma experiência que começa antes da actuação principal:
16h00 – Abertura dos portões e venda dos álbuns
17h00 – Conversa com o artista sobre o processo criativo e outros temas
19h00 – Concerto acústico “Voz e Violão”, com convidados
20h30 – Sessão de autógrafos
A entrada será livre, estando os álbuns disponíveis para aquisição no local.
Cultura & sustentabilidade | Quando o público também participa
A realização do concerto coloca em evidência uma questão cada vez mais relevante para a produção cultural angolana: como garantir sustentabilidade para a criação artística num ambiente marcado pela transformação dos modelos tradicionais de consumo musical?
A proposta de Gonga procura responder a esta realidade aproximando directamente artista e público, através da apresentação da obra, da conversa, da venda dos discos e da partilha do processo criativo.
É uma forma de lembrar que a sustentabilidade da cultura também depende da existência de públicos dispostos a consumir, valorizar, preservar e apoiar a produção artística nacional.
Arquivo visual | A imagem como memória da obra de Gonga
As imagens que acompanham esta matéria fazem parte do arquivo visual que a DIGItechnology e o PRESSdigi têm vindo a construir e preservar sobre Vladmiro Gonga, através do acompanhamento e registo da sua trajectória artística.
Este trabalho fotográfico integra uma perspectiva documental que procura não apenas divulgar os momentos públicos do artista, mas também preservar visualmente personagens, obras, performances e processos que fazem parte da memória cultural contemporânea de Angola.
Para a DIGItechnology e o PRESSdigi.ao, acompanhar artistas angolanos como Vladmiro Gonga significa igualmente contribuir para a construção de um arquivo visual nacional, onde a fotografia funciona como testemunho de uma época, de uma obra e das pessoas que ajudam a construir a cultura angolana.
Assim, cada imagem publicada nesta matéria representa também uma parcela de um acervo documental que continuará a acompanhar e a contar a história da produção artística nacional.
Ilha de Luanda | Um palco para a música angolana
Ao receber o “Concerto à Meia Lua”, a Fundação Arte e Cultura transforma o seu pátio num espaço de encontro entre música, literatura, formação, memória e participação comunitária.
A escolha de um formato intimista reforça a possibilidade de criar uma experiência cultural centrada na proximidade e na escuta, valorizando a música como instrumento de identidade e diálogo.
No dia 25 de Setembro, a Ilha de Luanda será palco de uma celebração que reúne música autoral, memória cultural, juventude, literatura e homenagem à mulher angolana.
Mais do que um concerto, “Gonga – Voz e Violão | Concerto à Meia Lua” propõe uma viagem pela obra de um artista que procura transformar tradição e contemporaneidade numa linguagem própria.
Ficha técnica
Título: Gonga – Voz e Violão | Concerto à Meia Lua
Produção: Fundação Arte e Cultura e Vladmiro Gonga
Data: 25 de Setembro de 2026
Horário: 19h00
Local: Pátio da Fundação Arte e Cultura, Ilha de Luanda
Entrada: Livre
Fonte principal: REDE NACIONAL | Vladmiro Gonga
Alinhamento Editorial: PRESSdigi.ao
Nota de arquivo visual: As imagens desta matéria integram o arquivo fotográfico e documental produzido pela DIGItechnology e pelo PRESSdigi.ao no acompanhamento extratos da trajectória artística de Vladmiro Gonga, como parte do trabalho de valorização, documentação e preservação da memória artística e cultural angolana.





























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