Exposição “O Regresso do Monstro Marinho” aproxima a ciência do público e destaca a importância dos fósseis do Namibe para a investigação paleontológica internacional.
O Ministério da Cultura, através do Museu Nacional de História Natural de Angola, inaugurou, na sexta-feira, dia 23, a exposição “O Regresso do Monstro Marinho”, no Centro de Ciências de Luanda. A iniciativa apresenta uma reconstituição esquelética tridimensional de um mosassauro com 11 metros de comprimento, desenvolvida a partir de informações científicas recolhidas em fósseis encontrados em Bentiaba, na província do Namibe, e em Maastricht, nos Países Baixos.
A exposição constitui uma oportunidade para aproximar a investigação científica da sociedade, divulgar a riqueza paleontológica do território angolano e estimular o interesse das novas gerações pelo conhecimento da história natural.
Valorização do património científico e natural
A cerimónia de inauguração contou com a presença do ministro da Cultura, Filipe Zau, do ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Albano Vicente Lopes Ferreira, além de investigadores, académicos, estudantes e outras individualidades ligadas aos sectores da cultura, da ciência e da educação.
Na ocasião, Filipe Zau destacou a relevância da exposição para a valorização do património científico e natural de Angola, sublinhando o papel destas iniciativas na aproximação entre a investigação especializada e o público.
A apresentação do mosassauro oferece aos visitantes uma representação visual de um animal marinho pré-histórico, contribuindo para tornar mais acessíveis os conhecimentos paleontológicos e despertar a curiosidade científica, sobretudo entre os jovens.
Tecnologia 3D e cooperação científica internacional
A reconstituição esquelética resulta da colaboração entre investigadores angolanos e neerlandeses, no âmbito do projecto PaleoAngola.
O trabalho recorreu a tecnologias de digitalização, modelação e impressão tridimensional, combinando informações provenientes de fósseis encontrados em Bentiaba, no Namibe, e em Maastricht, nos Países Baixos.
Esta abordagem evidencia o contributo das ferramentas tecnológicas para a investigação paleontológica contemporânea, permitindo transformar dados científicos em recursos expositivos que facilitam a compreensão do passado geológico e biológico.
A colaboração internacional representa igualmente uma oportunidade para aprofundar o intercâmbio de conhecimentos e reforçar a participação de Angola em iniciativas de investigação sobre o património natural.
Bentiaba e a importância da investigação paleontológica
A localidade de Bentiaba, na província do Namibe, volta a estar em evidência pelo seu contributo para o estudo dos vestígios de vida pré-histórica.
A descoberta e a investigação de fósseis nesta região ajudam a ampliar o conhecimento científico sobre os ambientes e as formas de vida que existiram no passado. A sua divulgação pública também reforça a importância da preservação, do estudo e da valorização dos recursos paleontológicos nacionais.
Ao levar estes conhecimentos para um espaço de divulgação científica, a exposição estabelece uma ligação entre o património encontrado no território angolano, a investigação académica e a educação das novas gerações.
Apresentação científica e divulgação pública
Antes da inauguração, realizou-se uma conferência de imprensa para a apresentação do projecto, com a participação da directora do Museu Nacional de História Natural, Ana Soraya Marques, do paleontólogo e professor Anne Schulp e do director do Centro de Ciências de Luanda, Diogo Francisco Morais João.
O encontro permitiu apresentar os fundamentos científicos da iniciativa e destacar a colaboração entre as instituições e os especialistas envolvidos na reconstituição do mosassauro.
A exposição reforça, assim, a função dos museus e dos centros de ciência enquanto espaços de aprendizagem, partilha de conhecimento e aproximação entre a comunidade científica e a sociedade.
Nota conclusiva
“O Regresso do Monstro Marinho” constitui uma iniciativa de valorização do património paleontológico angolano, conjugando ciência, tecnologia, educação e cooperação internacional. Ao destacar os fósseis de Bentiaba e apresentá-los através de uma reconstituição tridimensional de grandes dimensões, o projecto contribui para ampliar o conhecimento público sobre a história natural de Angola e incentivar o interesse das novas gerações pela investigação científica.
Fonte principal: Ministério da Cultura da República de Angola, através da informação divulgada sobre a inauguração da exposição “O Regresso do Monstro Marinho”.
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