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PATRIMÓNIO PALEONTOLÓGICO | MOSASSAURO DE BENTIABA GANHA VIDA NUMA RECONSTITUIÇÃO 3D EM LUANDA

Exposição “O Regresso do Monstro Marinho” aproxima a ciência do público e destaca a importância dos fósseis do Namibe para a investigação paleontológica internacional. O Ministério da Cultura, através do Museu Nacional de História Natural de Angola, inaugurou, na sexta-feira, dia 23, a exposição “O Regresso do Monstro Marinho”, no Centro de Ciências de Luanda. […]

Redação Digipress
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terça-feira, 27 de outubro de 2026 às 07:01
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PATRIMÓNIO PALEONTOLÓGICO | MOSASSAURO DE BENTIABA GANHA VIDA NUMA RECONSTITUIÇÃO 3D EM LUANDA
Foto: DigiPress
PATRIMÓNIO PALEONTOLÓGICO | MOSASSAURO DE BENTIABA GANHA VIDA NUMA RECONSTITUIÇÃO 3D EM LUANDA

Exposição “O Regresso do Monstro Marinho” aproxima a ciência do público e destaca a importância dos fósseis do Namibe para a investigação paleontológica internacional.

O Ministério da Cultura, através do Museu Nacional de História Natural de Angola, inaugurou, na sexta-feira, dia 23, a exposição “O Regresso do Monstro Marinho”, no Centro de Ciências de Luanda. A iniciativa apresenta uma reconstituição esquelética tridimensional de um mosassauro com 11 metros de comprimento, desenvolvida a partir de informações científicas recolhidas em fósseis encontrados em Bentiaba, na província do Namibe, e em Maastricht, nos Países Baixos.

A exposição constitui uma oportunidade para aproximar a investigação científica da sociedade, divulgar a riqueza paleontológica do território angolano e estimular o interesse das novas gerações pelo conhecimento da história natural.

Valorização do património científico e natural

A cerimónia de inauguração contou com a presença do ministro da Cultura, Filipe Zau, do ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Albano Vicente Lopes Ferreira, além de investigadores, académicos, estudantes e outras individualidades ligadas aos sectores da cultura, da ciência e da educação.

Na ocasião, Filipe Zau destacou a relevância da exposição para a valorização do património científico e natural de Angola, sublinhando o papel destas iniciativas na aproximação entre a investigação especializada e o público.

A apresentação do mosassauro oferece aos visitantes uma representação visual de um animal marinho pré-histórico, contribuindo para tornar mais acessíveis os conhecimentos paleontológicos e despertar a curiosidade científica, sobretudo entre os jovens.

Tecnologia 3D e cooperação científica internacional

A reconstituição esquelética resulta da colaboração entre investigadores angolanos e neerlandeses, no âmbito do projecto PaleoAngola.

O trabalho recorreu a tecnologias de digitalização, modelação e impressão tridimensional, combinando informações provenientes de fósseis encontrados em Bentiaba, no Namibe, e em Maastricht, nos Países Baixos.

Esta abordagem evidencia o contributo das ferramentas tecnológicas para a investigação paleontológica contemporânea, permitindo transformar dados científicos em recursos expositivos que facilitam a compreensão do passado geológico e biológico.

A colaboração internacional representa igualmente uma oportunidade para aprofundar o intercâmbio de conhecimentos e reforçar a participação de Angola em iniciativas de investigação sobre o património natural.

Bentiaba e a importância da investigação paleontológica

A localidade de Bentiaba, na província do Namibe, volta a estar em evidência pelo seu contributo para o estudo dos vestígios de vida pré-histórica.

A descoberta e a investigação de fósseis nesta região ajudam a ampliar o conhecimento científico sobre os ambientes e as formas de vida que existiram no passado. A sua divulgação pública também reforça a importância da preservação, do estudo e da valorização dos recursos paleontológicos nacionais.

Ao levar estes conhecimentos para um espaço de divulgação científica, a exposição estabelece uma ligação entre o património encontrado no território angolano, a investigação académica e a educação das novas gerações.

Apresentação científica e divulgação pública

Antes da inauguração, realizou-se uma conferência de imprensa para a apresentação do projecto, com a participação da directora do Museu Nacional de História Natural, Ana Soraya Marques, do paleontólogo e professor Anne Schulp e do director do Centro de Ciências de Luanda, Diogo Francisco Morais João.

O encontro permitiu apresentar os fundamentos científicos da iniciativa e destacar a colaboração entre as instituições e os especialistas envolvidos na reconstituição do mosassauro.

A exposição reforça, assim, a função dos museus e dos centros de ciência enquanto espaços de aprendizagem, partilha de conhecimento e aproximação entre a comunidade científica e a sociedade.

Nota conclusiva

“O Regresso do Monstro Marinho” constitui uma iniciativa de valorização do património paleontológico angolano, conjugando ciência, tecnologia, educação e cooperação internacional. Ao destacar os fósseis de Bentiaba e apresentá-los através de uma reconstituição tridimensional de grandes dimensões, o projecto contribui para ampliar o conhecimento público sobre a história natural de Angola e incentivar o interesse das novas gerações pela investigação científica.

Fonte principal: Ministério da Cultura da República de Angola, através da informação divulgada sobre a inauguração da exposição “O Regresso do Monstro Marinho”.

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