Primeira fase da infra-estrutura deverá ser inaugurada na próxima semana, integrando uma estratégia que procura melhorar a circulação de mercadorias, reforçar as cadeias de abastecimento e ampliar a capacidade logística nacional.
Nova infra-estrutura para a cadeia logística nacional
A primeira fase da Cadeia de Frio da Plataforma Log
Cadeia de Frio da Caála prepara entrada em funcionamento no quadro da modernização logística de Angola
Primeira fase da infra-estrutura deverá ser inaugurada na próxima semana, integrando uma estratégia que procura melhorar a circulação de mercadorias, reforçar as cadeias de abastecimento e ampliar a capacidade logística nacional.
Nova infra-estrutura para a cadeia logística nacional
A primeira fase da Cadeia de Frio da Plataforma Log
A informação foi avançada pelo ministro dos Transportes, Ricardo de Abreu, durante a abertura da segunda edição do Angola Hub Transporte e Logística Summit.
De acordo com o governante, a concretização do projecto resulta da conjugação entre investimento público e privado, cooperação internacional e participação de empreendedores locais, factores apresentados como relevantes para o desenvolvimento de uma rede logística integrada.
Cadeia de frio e conservação de produtos
A implementação de estruturas de cadeia de frio está associada à necessidade de garantir condições adequadas de conservação, armazenamento e distribuição de produtos que dependem de controlo de temperatura ao longo do processo logístico.
Neste enquadramento, a infra-estrutura da Caála integra uma perspectiva mais ampla de desenvolvimento das capacidades logísticas do país, particularmente num contexto em que a eficiência do transporte e da distribuição constitui um dos factores de competitividade das actividades económicas.
A localização da Plataforma Logística da Caála também coloca a infra-estrutura no contexto da ligação entre diferentes zonas de produção, circulação e consumo.
Cooperação regional exige eficiência operacional
Durante a sua intervenção, Ricardo de Abreu defendeu que a modernização da logística deve ser acompanhada por uma transformação dos mecanismos de cooperação entre países e operadores envolvidos no comércio regional.
Na perspectiva apresentada pelo ministro, a cooperação deverá traduzir-se em resultados concretos para os operadores económicos, incluindo a redução dos tempos de trânsito, simplificação dos procedimentos, melhoria da articulação entre os intervenientes e maior fluidez na circulação de mercadorias.
A abordagem coloca a eficiência dos processos administrativos e operacionais como complemento necessário ao investimento em infra-estruturas físicas.
Luvo apresentado como experiência de integração
O ministro dos Transportes referiu igualmente o Posto Fronteiriço do Luvo, dinamizado pela Administração Geral Tributária, como uma experiência que poderá servir de referência para outras zonas do território nacional.
A experiência foi enquadrada no debate sobre a necessidade de melhorar os mecanismos de circulação transfronteiriça e de tornar os procedimentos mais eficientes para os operadores envolvidos no comércio regional.
A perspectiva apresentada pelo governante aponta para uma integração que não dependa exclusivamente da existência de estradas, caminhos-de-ferro, portos ou plataformas logísticas, mas também da capacidade de articular os serviços que permitem a circulação efectiva das mercadorias.
Infra-estruturas devem avançar com modernização dos procedimentos
Para Ricardo de Abreu, a integração regional não deverá assentar apenas na construção de infra-estruturas ou na celebração de acordos internacionais.
O ministro defendeu igualmente a necessidade de simplificar procedimentos administrativos, harmonizar regulamentações, modernizar sistemas tecnológicos e desenvolver cadeias de produção, de modo a acompanhar a expansão das infra-estruturas de transporte.
Neste sentido, a competitividade logística é apresentada como resultado de vários componentes interligados: capacidade instalada, custos, tempo de transporte, eficiência operacional e capacidade de resposta às necessidades das empresas e das populações.
Uma estratégia integrada para os transportes e logística
Segundo o ministro, Angola dispõe de uma estratégia para os transportes e logística orientada para a construção de um sistema integrado, com capacidade para servir a economia nacional, reforçar as ligações com os países vizinhos e criar melhores condições de acesso aos mercados internacionais.
Esta abordagem procura colocar os diferentes modos de transporte dentro de uma mesma lógica de conectividade, em vez de analisar isoladamente as infra-estruturas ferroviárias, portuárias, rodoviárias ou aeroportuárias.
O desempenho do sector, de acordo com a perspectiva apresentada no encontro, deverá ser observado também através da eficiência das operações, dos custos logísticos e dos tempos necessários para movimentar bens entre os diferentes pontos da cadeia de abastecimento.
Corredor do Lobito como eixo de conectividade regional
No quadro desta estratégia, o Corredor do Lobito foi apresentado por Ricardo de Abreu como um elemento central da conectividade logística de Angola.
A articulação entre o Caminho-de-Ferro de Benguela, o Porto do Lobito e as ligações aos países vizinhos é apontada pelo governante como uma oportunidade para desenvolver uma plataforma logística regional capaz de servir diferentes actividades económicas.
A importância atribuída ao corredor ultrapassa, assim, a movimentação de mercadorias entre o interior do continente e os mercados internacionais, procurando também estabelecer condições para uma maior integração das actividades económicas localizadas na sua zona de influência.
Agricultura, indústria e comércio entre as áreas de impacto
Na perspectiva apresentada pelo ministro, o desenvolvimento da conectividade logística poderá criar oportunidades para diferentes sectores da economia, incluindo agricultura, indústria, comércio e serviços.
Uma rede logística mais integrada pode também estabelecer novas condições para as comunidades situadas ao longo dos principais eixos de transporte, desde que a melhoria da conectividade seja acompanhada por actividade económica e mecanismos eficientes de distribuição.
Neste enquadramento, infra-estruturas como a Cadeia de Frio da Caála podem ser observadas como componentes de uma rede mais ampla de armazenamento, conservação e circulação de produtos.
Nota conclusiva
A próxima inauguração da primeira fase da Cadeia de Frio da Plataforma Logística da Caála insere-se numa estratégia nacional que procura combinar investimento em infra-estruturas com modernização dos processos logísticos.
O debate apresentado na segunda edição do Angola Hub Transporte e Logística Summit colocou em evidência que a competitividade do sector depende não apenas da expansão da capacidade física, mas também da redução de custos e tempos de transporte, da simplificação administrativa, da modernização tecnológica e da articulação entre operadores.
Neste contexto, o Corredor do Lobito surge, segundo a visão apresentada pelo Ministério dos Transportes, como um dos principais eixos para reforçar a conectividade regional e aproximar diferentes actividades económicas dos mercados.
A entrada em funcionamento da Cadeia de Frio da Caála acrescenta, assim, mais um elemento à construção de uma rede logística nacional orientada para a conservação, circulação e distribuição de mercadorias.
CRÉDITOS
Rede: Rede Nacional
Fonte principal: Governo de Angola
Evento de referência: Angola Hub Transporte e Logística Summit — 2.ª edição
Interveniente: Ricardo de Abreu, ministro dos Transportes
Tema: Plataforma Logística da Caála e estratégia nacional de transportes e logística
Alinhamento Editorial: PRESSdigi.ao




