Ministério da Cultura prevê conclusão das intervenções em Dezembro e aponta para uma futura gestão privada do espaço cultural
REABILITAÇÃO DO ESPAÇO CULTURAL
O ministro da Cultura, Filipe Silvino de Pina Zau, visitou, esta quarta-feira, as obras de reabilitação do Cine Tropical, em Luanda, onde acompanhou o andamento das intervenções e abordou, em entrevista à LAC – Luanda Antena Comercial, alguns dos desafios associados à recuperação do equipamento cultural.
A intervenção enquadra-se no processo de recuperação das condições de funcionamento do espaço, com o objectivo de voltar a disponibilizar uma estrutura vocacionada para actividades culturais e artísticas na capital.
Segundo o ministro, o cronograma actualmente previsto aponta para a conclusão das obras em Dezembro, estando em curso esforços para assegurar o cumprimento do prazo inicialmente estabelecido.
ISOLAMENTO ACÚSTICO ENTRE AS PRIORIDADES
Entre as intervenções consideradas necessárias está a instalação de isolamento acústico, uma exigência relacionada com a localização do Cine Tropical numa zona residencial.
Filipe Zau explicou que a medida pretende permitir a realização de actividades culturais dentro dos níveis de decibéis estabelecidos, procurando simultaneamente reduzir possíveis impactos sonoros sobre os moradores das áreas circundantes.
A componente acústica surge, assim, como uma das condições técnicas relevantes para a futura utilização regular do equipamento.
MODELO DE GESTÃO DO CINE TROPICAL
Outro aspecto abordado pelo ministro prende-se com a futura administração do espaço.
De acordo com Filipe Zau, o Cine Tropical deverá ser entregue à gestão privada, mediante um caderno de encargos e um contrato estabelecido com uma entidade responsável pela exploração do equipamento.
A perspectiva apresentada prevê que a entidade gestora assegure uma programação artística regular, compatível com as características físicas e funcionais do local.
O modelo pretende associar a recuperação da infraestrutura à criação de condições para uma utilização contínua do espaço, evitando que a reabilitação se limite à recuperação física do equipamento.
SEMBA E PATRIMÓNIO CULTURAL
Durante a entrevista à LAC, Filipe Zau abordou igualmente a promoção do Semba, num contexto marcado pela candidatura deste género musical a Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO.
A referência ao Semba reforça a importância dos equipamentos culturais enquanto espaços de preservação, promoção e circulação das expressões artísticas angolanas, particularmente num momento de valorização internacional do património cultural do país.
CULTURA E ECONOMIA CRIATIVA
A recuperação do Cine Tropical foi também associada pelo ministro à necessidade de reforçar a contribuição da cultura para a economia nacional.
Filipe Zau destacou a importância da reabilitação dos equipamentos culturais como parte de uma estratégia que pode contribuir para a criação de emprego e para o desenvolvimento das indústrias culturais e criativas.
Na perspectiva apresentada, o sector cultural necessita de mecanismos que permitam maior rentabilização das actividades e estruturas existentes, criando condições para que a cultura participe de forma mais efectiva no desenvolvimento económico e social.
EQUIPAMENTOS CULTURAIS COMO INFRAESTRUTURAS DE DESENVOLVIMENTO
A recuperação do Cine Tropical coloca novamente em discussão o papel dos espaços culturais na dinâmica artística e económica de Luanda.
Para além da componente arquitectónica e técnica, a sustentabilidade de um equipamento desta natureza depende da existência de programação, modelo de gestão, profissionais, públicos e mecanismos capazes de manter a actividade cultural de forma regular.
Neste sentido, a futura utilização do Cine Tropical poderá integrar diferentes dimensões da actividade cultural, desde a programação artística à criação de oportunidades para profissionais e agentes das indústrias criativas.
NOTA CONCLUSIVA
A reabilitação do Cine Tropical representa uma intervenção que ultrapassa a recuperação física de uma infraestrutura cultural. O projecto envolve igualmente questões técnicas, ambientais e de gestão, associadas à necessidade de garantir condições adequadas para a actividade artística e para a convivência com a comunidade envolvente.
Com a conclusão das obras apontada para Dezembro e a possibilidade de uma futura gestão privada, o desafio passa também por assegurar que o espaço tenha uma programação regular e um modelo de funcionamento capaz de contribuir para a dinamização cultural e económica do sector.
REDE NACIONAL | LAC Luanda
Alinhamento Editorial: Daltron Costa | PRESSdigi.ao | Kikalakalu Kia Díbya
CRÉDITOS
Fonte principal: LAC – Luanda Antena Comercial
Rede: Nacional
Alinhamento Editorial: Daltron Costa | PRESSdigi.ao | Kikalakalu Kia Díbya
Edição: PRESSdigi.ao




