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A 41.ª edição da Feira Internacional de Angola (FILDA 2026) foi oficialmente aberta, esta terça-feira, na Zona Económica Especial (ZEE), na província de Icolo e Bengo, reafirmando o papel do maior certame empresarial do país como espaço de promoção da produção nacional, inovação, investimento e criação de novas oportunidades de negócios.
A cerimónia de abertura foi presidida pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, marcando o início de uma edição que decorre sob o lema “Produzir e inovar localmente, vencer globalmente”.
O evento reúne empresas, empreendedores, investidores e representantes de diferentes sectores da economia, com a expectativa de fortalecer parcerias e ampliar a presença de produtos e serviços angolanos nos mercados nacional, continental e internacional.
Abertura oficial marca início da maior bolsa de negócios de Angola
Após o corte da fita inaugural, o ministro de Estado para a Coordenação Económica, acompanhado pelo presidente do Conselho de Administração do Grupo Arena, Bruno Albernaz, e outras entidades, percorreu os pavilhões da feira e visitou os espaços de exposição.
A programação da FILDA 2026 transforma a Zona Económica Especial num ponto de encontro entre diferentes agentes económicos, permitindo a apresentação de soluções, produtos e serviços e promovendo contactos entre empresas nacionais e parceiros estrangeiros.
O certame decorre até domingo, consolidando-se como uma das principais plataformas de negócios e exposição empresarial do país.
Angola quer afirmar-se como centro africano de exposições económicas
Durante a abertura, o ministro da Indústria e Comércio, Rui Minguês, anunciou a intenção do Executivo de transformar Angola num centro de referência para convenções e exposições industriais e económicas no continente africano.
A estratégia deverá passar pela criação do projecto “Complexo Mirabilis”, concebido como um centro permanente de convenções e exposições a ser construído em Angola.
A iniciativa pretende criar condições para que países africanos possam apresentar os seus produtos, serviços e potencialidades, contribuindo para uma maior aproximação entre os mercados e para o fortalecimento do comércio continental.
Complexo Mirabilis projecta nova dimensão para o sector de exposições
A proposta do Complexo Mirabilis surge associada à ambição de posicionar Angola como um espaço de convergência para empresas, investidores e instituições africanas.
Segundo Rui Minguês, o país dispõe de condições e vontade para assumir um papel mais activo no desenvolvimento económico regional, destacando igualmente o potencial dos empresários, micro, pequenos, médios e grandes empreendedores nacionais.
A visão apresentada aponta para uma maior utilização das plataformas de exposição e negócios como instrumentos de promoção económica, internacionalização das empresas e aproximação entre os diferentes mercados africanos.
Produção nacional e inovação no centro da estratégia económica
O lema da FILDA 2026, “Produzir e inovar localmente e vencer internacionalmente”, reflecte a aposta na diversificação da economia e no reforço da capacidade produtiva nacional.
Para o ministro da Indústria e Comércio, o desenvolvimento económico não depende apenas do aumento da produção, mas também da capacidade de acompanhar as transformações tecnológicas e responder aos desafios emergentes.
A inovação surge, assim, como um dos pilares fundamentais para aumentar a competitividade das empresas angolanas e preparar o sector produtivo para os desafios do presente e do futuro.
FILDA com potencial para fortalecer o comércio intra-africano
A dimensão continental da FILDA foi igualmente destacada pelo secretário-geral da Zona de Comércio Livre Continental Africana (AfCFTA), Wamkele Keabetswe Mene.
O responsável considera que a Feira Internacional de Angola possui potencial para contribuir para os objectivos da organização, sobretudo no fortalecimento do comércio intra-africano.
A realização do certame num contexto de aprofundamento da integração económica africana abre espaço para novas discussões sobre circulação de bens e serviços, parcerias empresariais e criação de cadeias de valor regionais.
Uma plataforma para a integração económica de África
A presença de referências ligadas à AfCFTA reforça a dimensão estratégica da FILDA como espaço de diálogo entre empresas e mercados africanos.
Ao promover o encontro entre produtores, investidores e potenciais parceiros, a feira pode contribuir para aproximar economias, estimular novas oportunidades de negócio e fortalecer a participação das empresas angolanas no mercado continental.
Neste contexto, a aposta em produzir localmente e alcançar mercados externos coloca a inovação, a competitividade e a integração regional como elementos fundamentais para o crescimento sustentável da economia angolana.
Angola procura transformar capacidade produtiva em influência regional
A abertura da FILDA 2026 coloca em evidência uma ambição que ultrapassa a realização de uma feira empresarial: transformar Angola num ponto estratégico para a exposição de produtos, realização de negócios e circulação de ideias e investimentos em África.
Entre a produção nacional, a inovação tecnológica e o comércio intra-africano, o certame apresenta-se como uma oportunidade para aproximar a economia angolana dos grandes movimentos de integração continental.
A perspectiva de criação do Complexo Mirabilis poderá reforçar essa estratégia, caso se concretize, criando uma infraestrutura permanente dedicada a convenções e exposições de dimensão industrial e económica.
Produzir, inovar e conquistar novos mercados
Com a FILDA 2026, Angola procura reafirmar a importância do sector privado e do empreendedorismo na transformação da economia, valorizando a capacidade de produção interna e incentivando empresas a olhar para além do mercado nacional.
A combinação entre produção, inovação, investimento e integração continental surge como uma das principais mensagens desta edição, num momento em que África procura fortalecer as suas próprias cadeias de valor e ampliar o comércio entre os países do continente.
A 41.ª FILDA representa, assim, uma janela para apresentar o que Angola produz, mas também uma plataforma para discutir o que o país pode construir em parceria com África e com o mundo.
Fonte: REDE NACIONAL | Jornal de Angola
Alinhamento Editorial: PRESSdigi.ao






