EXECUTIVO PRETENDE REFORÇAR CORPO DOCENTE E CRIAR CURSOS DE DUPLA TITULAÇÃO
O Executivo angolano pretende reforçar o corpo docente das instituições nacionais de Ensino Superior e promover a criação de novos cursos de dupla titulação, com o apoio da Universidade Xiangtan, da China.
A iniciativa visa fortalecer a capacidade de formação das universidades angolanas e responder às necessidades de preparação de quadros especializados para o processo de diversificação da economia nacional.
A intenção foi manifestada na terça-feira, 22 de Setembro, pelo ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Albano Ferreira, no final de uma audiência concedida à delegação da Universidade Xiangtan, que se encontra em Angola para apresentar oportunidades de formação e mobilidade académica.
COOPERAÇÃO ENTRE UNIVERSIDADES ANGOLANAS E A INSTITUIÇÃO CHINESA
O ministro propôs o estabelecimento de um intercâmbio entre a Universidade Xiangtan e instituições angolanas de Ensino Superior, incluindo a Universidade Agostinho Neto, a Universidade de Luanda e o Instituto Politécnico.
A proposta considera a experiência da universidade chinesa em áreas científicas e tecnológicas, nomeadamente:
- Ciências;
- Tecnologias;
- Engenharias;
- Matemática.
A cooperação poderá abranger a mobilidade de estudantes e docentes, a partilha de conhecimentos e a criação de programas académicos conjuntos, com enfoque em áreas consideradas prioritárias para o desenvolvimento nacional.
FORMAÇÃO DE QUADROS PARA A DIVERSIFICAÇÃO DA ECONOMIA
Segundo Albano Ferreira, a proposta de cooperação enquadra-se nos objectivos do Programa Angola Capital Humano, que prevê a formação de quadros capazes de apoiar a diversificação da economia e responder às exigências de sectores estratégicos.
A aposta em áreas científicas, tecnológicas e de engenharia procura aproximar a formação superior das necessidades do desenvolvimento económico, da inovação e da transformação dos processos produtivos.
Neste contexto, a criação de cursos de dupla titulação poderá constituir uma oportunidade para ampliar os percursos de formação dos estudantes angolanos, desde que os programas sejam definidos e reconhecidos pelas instituições e entidades competentes.
MOBILIDADE ACADÉMICA E IMPACTO SOCIAL PARA AS FAMÍLIAS ANGOLANAS
A mobilidade académica pode representar uma oportunidade de acesso a diferentes ambientes de aprendizagem, metodologias de investigação e experiências de formação especializada.
Para os estudantes e as suas famílias, programas de cooperação internacional podem igualmente abrir novas possibilidades de desenvolvimento académico e profissional. Contudo, o impacto social concreto dependerá das condições de acesso, dos critérios de selecção, das bolsas ou mecanismos de financiamento disponíveis e da capacidade de garantir a participação de estudantes provenientes de diferentes contextos socioeconómicos.
A partilha de conhecimentos entre instituições angolanas e chinesas poderá contribuir para o reforço das competências nacionais, bem como para a criação de redes de investigação e colaboração profissional.
CONFERÊNCIA NA FACULDADE DE DIREITO DA UNIVERSIDADE AGOSTINHO NETO
No âmbito da visita da delegação chinesa, realiza-se esta quarta-feira, 23 de Setembro, na Faculdade de Direito da Universidade Agostinho Neto, uma conferência organizada em duas sessões.
A primeira sessão será subordinada ao tema “A Experiência das Universidades Chinesas: como transformar conhecimento em desenvolvimento dos países”, com intervenção do professor doutor Liao Yongan, presidente da Universidade Xiangtan.
A segunda sessão terá como tema “O papel do Direito na protecção dos investimentos China-Angola”, sendo conduzida pelo professor doutor Carlos Maria Feijó, da Faculdade de Direito da Universidade Agostinho Neto.
CONHECIMENTO, INVESTIGAÇÃO E RELAÇÕES ANGOLA–CHINA
A conferência é aberta ao público, com particular interesse para estudantes, docentes, investigadores e profissionais das áreas do Direito, Investigação e Inovação, assim como para pessoas interessadas nas relações de cooperação entre Angola e a China.
Para o ministro Albano Ferreira, o encontro constitui uma oportunidade para a comunidade académica conhecer novas perspectivas e explorar possibilidades de criação de produtos e serviços associados ao conhecimento científico e à inovação.
A realização da conferência insere-se, assim, numa agenda mais ampla de aproximação académica e institucional entre os dois países, através do diálogo sobre formação, investigação, investimento e desenvolvimento.
COOPERAÇÃO ACADÉMICA COMO INVESTIMENTO NO CAPITAL HUMANO
A possível parceria entre a Universidade Xiangtan e as instituições angolanas de Ensino Superior coloca a formação de quadros, a mobilidade académica e a inovação no centro das prioridades de cooperação.
O reforço do corpo docente, a criação de cursos de dupla titulação e a promoção de intercâmbios poderão contribuir para ampliar as capacidades institucionais das universidades nacionais. A concretização desses objectivos dependerá dos acordos específicos, dos recursos mobilizados e dos mecanismos de implementação definidos pelas instituições envolvidas.
A cooperação Angola–China no domínio académico apresenta-se como uma frente de trabalho ligada ao desenvolvimento do capital humano e à preparação de competências para os desafios científicos, tecnológicos e económicos do país.
REDE NACIONAL | Governo de Angola
Alinhamento Editorial: PRESSdigi.ao
Classe / Tema: Mobilidade Académica, Ensino Superior, Formação de Quadros, Cooperação Angola–China, Inovação e Impacto Social
Fonte principal: Governo de Angola — informação sobre a audiência do ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação com a delegação da Universidade Xiangtan e a conferência académica de 23 de Setembro de 2026.






