Milhares de participantes aderiram à segunda edição da iniciativa, enquanto profissionais de saúde alertam para a importância do rastreio regular, do acompanhamento clínico e da solidariedade com os pacientes oncológicos.
Mobilização pública percorre a cidade de Luanda
A segunda edição da Caminhada Outubro Rosa, realizada no sábado, 3 de Outubro de 2026, mobilizou milhares de pessoas em Luanda, numa iniciativa promovida pela Administração Municipal de Ingombota para sensibilizar a população sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do cancro da mama. A actividade contou com a participação da vice-presidente do MPLA, Mara Quiosa.
Com início previsto para as 08h00, a caminhada partiu das imediações do Porto de Luanda e terminou na Praça de Eventos da Baía de Luanda, transformando o percurso num espaço de mobilização pública em torno da saúde da mulher.
A iniciativa procurou reforçar a divulgação de informação sobre a doença e incentivar uma maior participação da sociedade nas acções de prevenção e consciencialização.
Outubro Rosa e a importância da sensibilização contínua
A caminhada integrou a agenda de actividades do Outubro Rosa 2026, campanha dedicada à sensibilização para o cancro da mama. A abertura oficial da campanha em Luanda ocorreu a 2 de Outubro, numa iniciativa da Liga Angolana Contra o Cancro (LACC), no Shopping Avenida, no Morro Bento, sob o lema “Unidos pela Singularidade. Juntos pela Vida”.
Mais do que uma mobilização concentrada num mês, as acções de sensibilização procuram incentivar a procura atempada dos serviços de saúde, a atenção aos sinais de alerta e o acesso à informação sobre rastreio e acompanhamento médico.
Instituto Angolano de Controlo do Cancro destaca acompanhamento dos pacientes
No quadro das actividades de sensibilização, a oncologista clínica Albertina Manaça informou que mais de 200 pacientes foram atendidos, desde Janeiro até ao início de Outubro de 2026, no Instituto Angolano de Controlo do Cancro, em Luanda.
A especialista defendeu o reforço das acções de prevenção e consciencialização ao longo de todo o ano, sublinhando que o combate ao cancro não deve ficar limitado ao calendário do Outubro Rosa.
Albertina Manaça chamou igualmente a atenção para as dificuldades sociais que afectam alguns pacientes e podem comprometer o acesso ao diagnóstico, ao tratamento e ao acompanhamento clínico. Neste contexto, apelou à empatia e à solidariedade da sociedade para com as pessoas que vivem com doenças oncológicas.
Rastreio e informação para reduzir diagnósticos tardios
Por sua vez, a directora do Gabinete Provincial da Acção Social, Regina de Cala, manifestou preocupação com o facto de muitas mulheres chegarem às unidades de saúde em fases avançadas da doença.
A responsável considerou necessário intensificar a divulgação de informação junto das comunidades, de modo a promover uma cultura de prevenção e a procura dos serviços de saúde. Na sua intervenção, destacou o rastreio da mama como uma prática importante para a identificação atempada de possíveis alterações.
O alerta evidencia a necessidade de aproximar as mensagens de saúde pública das populações, combater a desinformação e facilitar o acesso aos serviços de avaliação e acompanhamento médico.
Solidariedade e responsabilidade colectiva na luta contra o cancro
A mobilização em Luanda e os apelos dos profissionais de saúde convergem na necessidade de uma resposta contínua ao cancro da mama, envolvendo instituições públicas, organizações da sociedade civil, profissionais de saúde, famílias e comunidades.
A sensibilização pública constitui uma dimensão importante deste esforço, mas deve ser acompanhada por informação acessível, serviços de saúde disponíveis e condições que permitam aos pacientes procurar assistência e dar continuidade aos tratamentos.
NOTA CONCLUSIVA
A segunda Caminhada Outubro Rosa em Luanda reafirmou a importância da mobilização colectiva na prevenção e no diagnóstico precoce do cancro da mama. Os dados e testemunhos divulgados durante as actividades reforçam a necessidade de manter a consciencialização durante todo o ano, promover o rastreio adequado e combater as barreiras sociais que dificultam o acesso aos cuidados de saúde.
A luta contra o cancro exige informação responsável, acompanhamento clínico e solidariedade. A participação da sociedade deve traduzir-se em acções contínuas que contribuam para uma maior atenção à saúde da mulher e para o apoio digno às pessoas afectadas pela doença.
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Alinhamento Editorial: Daltron Costa | PRESSdigi.ao | Kikalakalu Kia Díbya
CRÉDITOS
Reportagem: PRESSdigi — Passeata Oficial | Outubro Rosa 2026.
Fonte principal: Gira Notícias | Rede Girassol.
Fonte complementar sobre a caminhada: Rádio Nacional de Angola (RNA) | PRESSdigi — Passeata Oficial | Outubro Rosa 2026.
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