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SQUASH ESTREIA NOS JOGOS DE LOS ANGELES 2028 COM EXPECTATIVAS DE MEDALHAS PARA A ÁFRICA

MODALIDADE GANHA ESPAÇO OLÍMPICO E ABRE NOVAS PERSPECTIVAS PARA O DESPORTO AFRICANO O squash prepara-se para integrar, pela primeira vez, o programa oficial dos Jogos Olímpicos, a partir da edição de Los Angeles 2028, criando novas expectativas para o desenvolvimento da modalidade e para a participação africana no mais importante evento desportivo mundial. A inclusão […]

Redação Digipress
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sexta-feira, 18 de setembro de 2026 às 10:14
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SQUASH ESTREIA NOS JOGOS DE LOS ANGELES 2028 COM EXPECTATIVAS DE MEDALHAS PARA A ÁFRICA
Foto: DigiPress
SQUASH ESTREIA NOS JOGOS DE LOS ANGELES 2028 COM EXPECTATIVAS DE MEDALHAS PARA A ÁFRICA

MODALIDADE GANHA ESPAÇO OLÍMPICO E ABRE NOVAS PERSPECTIVAS PARA O DESPORTO AFRICANO

O squash prepara-se para integrar, pela primeira vez, o programa oficial dos Jogos Olímpicos, a partir da edição de Los Angeles 2028, criando novas expectativas para o desenvolvimento da modalidade e para a participação africana no mais importante evento desportivo mundial.

A inclusão olímpica é vista pela Federação Mundial de Squash como um impulso significativo para a expansão internacional do desporto, com reflexos no financiamento, na formação de atletas, na visibilidade e na capacidade de atrair novos parceiros.

EGIPTO ASSUME PROTAGONISMO NO CENÁRIO INTERNACIONAL

A África surge como uma das regiões com maior potencial competitivo no squash, sobretudo devido ao desempenho do Egipto, país que tem dominado a modalidade nas últimas décadas.

No actual ranking mundial masculino, o Egipto conta com oito atletas entre os 16 primeiros classificados. No sector feminino, as três primeiras posições são igualmente ocupadas por atletas egípcias, enquanto seis jogadoras do país integram o grupo das 16 melhores do mundo.

Entre os nomes em destaque está Mohamed Zakaria, jovem atleta egípcio, campeão mundial júnior e presença regular no circuito internacional.

Apesar da força egípcia, a presença africana nos Jogos Olímpicos não deverá depender exclusivamente de um único país, uma vez que o novo sistema de qualificação prevê diferentes vias de acesso à competição.

INCLUSÃO OLÍMPICA COMO IMPULSO PARA A MODALIDADE

A presidente da Federação Mundial de Squash, Zena Wooldridge, considera que a entrada do squash no programa olímpico funcionou como um verdadeiro impulso para o crescimento da modalidade.

Segundo a responsável, a decisão aumentou a motivação dos jogadores e contribuiu para o reforço do financiamento em vários países.

A presença nos Jogos Olímpicos também abriu novas possibilidades de apoio através dos Comités Olímpicos Nacionais, dos ministérios responsáveis pelo desporto e de mecanismos como o financiamento da Solidariedade Olímpica.

Para além do investimento institucional, a modalidade passou a beneficiar de maior visibilidade e de melhores condições para atrair patrocínios privados.

LOS ANGELES 2028 TERÁ PROVAS MASCULINAS E FEMININAS

A estreia olímpica do squash está prevista para Los Angeles 2028, com competições de singulares masculinos e femininos.

Cada prova contará com 16 participantes, num modelo que procura conciliar a presença dos principais atletas internacionais com a representação de diferentes países e regiões.

A inclusão da modalidade no programa olímpico representa uma mudança importante para um desporto que, apesar da sua expansão global, ficou de fora das edições anteriores dos Jogos.

SISTEMA DE QUALIFICAÇÃO TERÁ VÁRIAS VIAS

A qualificação para Los Angeles 2028 não será determinada exclusivamente pelo ranking mundial da modalidade.

Das 16 vagas previstas para cada competição:

  • Oito lugares serão atribuídos através do ranking da World Squash;
  • Seis vagas serão definidas pelos Jogos Continentais;
  • Uma vaga será destinada ao país anfitrião, os Estados Unidos;
  • Uma vaga de universalidade será atribuída a um atleta de um Comité Olímpico Nacional sub-representado.

O modelo pretende ampliar a diversidade da competição e permitir a presença de atletas provenientes de diferentes contextos desportivos.

JOGOS CONTINENTAIS PODEM REFORÇAR A PRESENÇA AFRICANA

A corrida olímpica inclui várias competições continentais previstas para os próximos meses.

O calendário começa com os Jogos Asiáticos, em Nagoya, no Japão, seguindo-se os Jogos Africanos, previstos para o Cairo, em Janeiro do próximo ano.

Estão igualmente previstos os Jogos Europeus, em Istambul, os Jogos do Pacífico, no Taiti, e os Jogos Pan-Americanos, em Lima, todos programados para meados de 2027.

A realização dos Jogos Africanos no Egipto poderá representar uma oportunidade importante para os atletas do continente disputarem vagas olímpicas diante do seu público e num contexto de forte tradição regional na modalidade.

LIMITE DE ATLETAS POR PAÍS PROMOVE MAIOR DIVERSIDADE

Embora o Egipto domine actualmente os principais lugares do ranking mundial, as regras de Los Angeles 2028 estabelecem que nenhum país poderá apresentar mais de dois atletas na prova masculina e dois na prova feminina.

A limitação reduz a possibilidade de concentração excessiva de atletas de uma única nação e abre espaço para a participação de jogadores de outros países.

Este mecanismo poderá estimular o desenvolvimento de programas nacionais de formação, a criação de estruturas competitivas e o investimento em jovens talentos fora dos centros tradicionais do squash.

DESENVOLVIMENTO AFRICANO DEPENDE DE INVESTIMENTO E FORMAÇÃO

A entrada do squash nos Jogos Olímpicos representa uma oportunidade para reforçar a aposta africana na formação de atletas, na criação de infra-estruturas e na organização de competições nacionais e continentais.

Para que o potencial da região se traduza numa participação mais ampla, será necessário garantir programas de iniciação, acompanhamento técnico, acesso a equipamentos, intercâmbios e maior presença em circuitos internacionais.

O protagonismo egípcio demonstra a capacidade africana de competir ao mais alto nível, mas a expansão da modalidade no continente dependerá também da criação de oportunidades para atletas de outros países.

UMA NOVA ETAPA PARA O SQUASH MUNDIAL

A estreia olímpica em Los Angeles 2028 poderá marcar uma nova etapa na história do squash, aproximando a modalidade de novos públicos, patrocinadores e estruturas desportivas.

Para a África, o momento representa uma oportunidade de afirmação competitiva, sobretudo através do Egipto, mas também de construção de uma base mais alargada de talentos e de participação internacional.

Com diferentes vias de qualificação e regras orientadas para a diversidade, o squash prepara-se para entrar no movimento olímpico com expectativas de crescimento dentro e fora dos tradicionais países de referência.

REDE NACIONAL | FORBES ÁFRICA LUSÓFONA | Conta Oficial do Ministério da Defesa Nacional Portuguesa
Alinhamento Editorial: PRESSdigi.ao
Classe / Tema: Desporto | Jogos Olímpicos | Squash | África | Desenvolvimento e Inclusão Desportiva

Fonte principal: FORBES ÁFRICA LUSÓFONA

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