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DIRECÇÃO-GERAL DA FAO: ANGOLA APRESENTA CANDIDATURA DE JOSEFA SACKO

Proposta liderada pela diplomata angolana defende uma FAO renovada, orientada para resultados concretos nos países, com prioridades centradas na erradicação da fome, no investimento agroalimentar, na inclusão económica e na resiliência climática. Apresentação oficial da candidatura em Roma A República de Angola apresentou oficialmente, nesta segunda-feira, 12 de Outubro, a candidatura da diplomata Josefa Leonel […]

Redação Digipress
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segunda-feira, 12 de outubro de 2026 às 14:40
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DIRECÇÃO-GERAL DA FAO: ANGOLA APRESENTA CANDIDATURA DE JOSEFA SACKO
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DIRECÇÃO-GERAL DA FAO: ANGOLA APRESENTA CANDIDATURA DE JOSEFA SACKO

Proposta liderada pela diplomata angolana defende uma FAO renovada, orientada para resultados concretos nos países, com prioridades centradas na erradicação da fome, no investimento agroalimentar, na inclusão económica e na resiliência climática.

Apresentação oficial da candidatura em Roma

A República de Angola apresentou oficialmente, nesta segunda-feira, 12 de Outubro, a candidatura da diplomata Josefa Leonel Correia Sacko ao cargo de directora-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

A cerimónia decorreu na sede da organização, em Roma, Itália, e foi testemunhada pelo ministro das Relações Exteriores de Angola, Téte António, num acto que reforça a aposta do país na participação activa nos processos de liderança das instituições multilaterais.

Segundo a informação divulgada pelo Governo de Angola, a candidatura conta com o endosso da União Africana, enquadrando-se nos esforços continentais para ampliar a representação africana nos organismos internacionais e reforçar a contribuição do continente para a definição das políticas globais de alimentação e agricultura.

Uma visão de renovação institucional e combate à fome

A candidatura de Josefa Sacko assenta numa visão de um mundo sem fome e de uma FAO renovada, mais forte e ágil, com maior capacidade de transformar conhecimento técnico e compromissos internacionais em resultados concretos nos países.

A proposta defende que o desempenho da organização seja avaliado não apenas pela produção de conhecimento, mas também pela sua capacidade de apoiar a implementação de soluções, fortalecer os sistemas agroalimentares e responder às necessidades das populações.

Esta orientação coloca no centro do debate a eficácia da cooperação internacional, a mobilização de recursos e a capacidade de transformar estratégias globais em melhorias concretas na produção alimentar, nos rendimentos rurais e no acesso a alimentos.

Seis prioridades estratégicas para a FAO

O programa apresentado pela candidatura organiza-se em seis prioridades estratégicas, destinadas a orientar a renovação institucional e a resposta aos desafios da segurança alimentar.

Pacto de Renovação da FAO

Propõe uma organização mais eficiente, ágil e orientada para resultados, reforçando a capacidade de execução e o impacto das suas intervenções.

Países em Primeiro Lugar

Defende que as necessidades e prioridades dos países orientem a actuação da organização, com respostas adaptadas aos diferentes contextos agrícolas, económicos e sociais.

Pacto de Roma para a Fome Zero

Coloca a erradicação da fome no centro das prioridades, promovendo uma abordagem articulada para enfrentar a insegurança alimentar e melhorar o acesso a alimentos adequados.

Plataforma Global de Preparação para Investimentos Agroalimentares

Prevê o reforço das condições para mobilizar investimentos destinados ao desenvolvimento dos sistemas agroalimentares, apoiando projectos com potencial de sustentabilidade e impacto económico.

Empoderamento Económico das Mulheres e dos Jovens

Destaca a necessidade de ampliar o acesso das mulheres e da juventude aos recursos produtivos, às oportunidades de negócio, à formação e à participação nas cadeias de valor agrícolas.

Resiliência Climática para Produtores

Propõe fortalecer a capacidade de adaptação dos produtores aos efeitos das alterações climáticas, incentivando práticas sustentáveis e sistemas de produção mais preparados para enfrentar riscos ambientais.

Percurso profissional e experiência internacional

Agrónoma, economista e diplomata sénior, Josefa Leonel Correia Sacko possui, segundo a informação divulgada, mais de 30 anos de experiência em áreas ligadas à transformação agrícola, à segurança alimentar e à governação climática em África e no plano internacional.

Actualmente, exerce funções como embaixadora extraordinária e plenipotenciária da República de Angola na República Italiana e representante permanente junto das agências das Nações Unidas sediadas em Roma.

Entre estas instituições encontram-se a FAO, o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e o Programa Alimentar Mundial (PAM).

A experiência diplomática e institucional constitui uma das bases apresentadas para a candidatura, num contexto em que a coordenação entre governos, organizações internacionais, produtores e parceiros financeiros é considerada fundamental para enfrentar os desafios dos sistemas alimentares.

Representação africana e desafios do desenvolvimento agroalimentar

O endosso da União Africana atribui à candidatura uma dimensão continental, associada à procura de maior participação africana na governação das instituições multilaterais.

Para os países africanos, as questões da segurança alimentar, da produtividade agrícola, do financiamento rural e da adaptação climática têm impacto directo no desenvolvimento económico, na criação de emprego e na estabilidade das comunidades.

A proposta de renovação da FAO procura responder a estes desafios através de uma abordagem que combina eficácia institucional, investimento, inclusão económica e apoio aos produtores.

A concretização destas prioridades dependerá, contudo, dos mecanismos de execução, da mobilização de recursos e da capacidade de construir consensos entre os Estados-membros da organização.

Nota conclusiva

A apresentação oficial da candidatura de Josefa Leonel Correia Sacko representa uma iniciativa relevante da diplomacia angolana no domínio da cooperação multilateral e da governação agroalimentar.

Com uma agenda centrada na erradicação da fome, na modernização institucional, no investimento, na inclusão das mulheres e dos jovens e na resiliência climática, a candidatura procura posicionar a FAO como uma organização mais orientada para a execução de soluções e para resultados concretos nos países.

O processo eleitoral determinará os próximos passos da liderança da instituição. Até lá, a candidatura coloca em evidência a importância de fortalecer a representação africana e de promover políticas internacionais capazes de responder aos desafios da alimentação, da agricultura e do desenvolvimento sustentável.

REDE INTERNACIONAL | DIPLOMACIA, AGRICULTURA E SEGURANÇA ALIMENTAR | PRESSdigi

Fonte principal: Governo de Angola — informação sobre a apresentação oficial da candidatura de Josefa Leonel Correia Sacko à direcção-geral da FAO, em Roma.

Alinhamento Editorial por | Kikalakalu Kia Díbya

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