Espaço Publicitário

Seu Anúncio Aqui

728 x 90

DigiPress

MEMÓRIA & RECONCILIAÇÃO | Memorial às Vítimas dos Conflitos Políticos aproxima-se da conclusão em Luanda

Redação Digipress
Redação Digipress
6 min de leitura
Partilhar:
MEMÓRIA & RECONCILIAÇÃO | Memorial às Vítimas dos Conflitos Políticos aproxima-se da conclusão em Luanda
A integração de arte, investigação, tecnologia, conteúdos audiovisuais, conservação de artefactos e conhecimento histórico pretende oferecer às futuras gerações diferentes formas de compreender um período determinante da história angolana.

Jornada de campo | Presidente João Lourenço acompanha avanço das obras

O Presidente da República, João Lourenço, constatou, esta quinta-feira, 10 de Setembro, em Luanda, o grau de execução das obras do futuro Memorial às Vítimas dos Conflitos Políticos em Angola, empreendimento concebido como espaço de memória, reflexão histórica e reconciliação nacional.

Erguido no município da Ingombota, na zona da Nova Marginal, e adjacente ao Memorial Dr. António Agostinho Neto, o projecto encontra-se numa fase avançada de execução, tendo atingido, segundo os dados apresentados durante a visita presidencial, 93,5 por cento de execução física.

A empreitada deverá ser concluída ainda este ano.

Património & memória | Um espaço para recordar a história

Durante a visita, o Chefe de Estado percorreu diferentes áreas do empreendimento e recebeu explicações técnicas de responsáveis seniores do Gabinete de Obras Especiais (GOE) sobre os trabalhos realizados, as componentes ainda em execução e os prazos previstos para a conclusão.

O Memorial foi concebido para homenagear os cidadãos que perderam a vida durante os conflitos políticos ocorridos em Angola entre 11 de Novembro de 1975 e 4 de Abril de 2002.

A construção assume, por isso, uma dimensão que ultrapassa a engenharia e a arquitectura, apresentando-se como um projecto destinado a preservar uma parte particularmente complexa da memória contemporânea angolana.

Arquitectura & arte | Memória colectiva através da criação

A arquitecta e artista plástica Fineza Teta destacou a dimensão cultural, educativa e de consciencialização histórica do projecto.

Segundo a especialista, o Memorial foi concebido para honrar e reconhecer a história de Angola através da articulação entre arte, design, tecnologia e arquitectura, transformando diferentes linguagens criativas em instrumentos de preservação da memória colectiva.

Esta abordagem procura fazer do espaço não apenas um local de homenagem, mas também um ambiente de aprendizagem e reflexão para diferentes gerações.

Três elementos | Aliança Eterna, Hall de Memória e Mulembeira

Entre os principais elementos estruturantes do projecto encontram-se a Aliança Eterna, o Hall de Memória e a Mulembeira.

As três componentes foram concebidas para integrar uma experiência de memória e reflexão sobre os acontecimentos que marcaram a sociedade angolana durante décadas de conflitos políticos.

A combinação entre arquitectura, simbolismo e conteúdos históricos procura estabelecer uma narrativa capaz de aproximar o visitante da dimensão humana dos acontecimentos.

Investigação | Identificação das vítimas integra o projecto

A investigação histórica e a identificação das vítimas dos conflitos políticos constituem igualmente uma componente fundamental do Memorial.

De acordo com Fineza Teta, encontram-se em preparação conteúdos e processos de conservação de peças e artefactos relacionados com as vítimas.

A documentação destes elementos acrescenta ao empreendimento uma importante dimensão de investigação e preservação histórica, contribuindo para que a memória não se limite ao espaço físico, mas seja sustentada por informação, testemunhos e elementos documentais.

Ciência forense & tecnologia | Humanizar a experiência da memória

O médico legista Aurélio Ngueve, chefe da equipa médico-forense da CIVICOP, explicou que o projecto combina elementos físicos com recursos digitais.

A proposta procura proporcionar aos visitantes uma experiência que permita compreender não apenas os acontecimentos históricos, mas sobretudo a sua dimensão humana.

A utilização de ferramentas digitais poderá ampliar as possibilidades de apresentação dos conteúdos, permitindo novas formas de acesso à informação e de interpretação da memória histórica.

Experiência internacional | França como referência técnica

No domínio da preparação e conservação de peças e artefactos relacionados com vítimas de conflitos políticos, estão a ser consideradas experiências internacionais, particularmente da França.

A referência a práticas internacionais demonstra a preocupação em integrar conhecimentos especializados no tratamento e preservação de elementos associados à memória dos conflitos.

Ao mesmo tempo, a equipa audiovisual multidisciplinar da CIVICOP dispõe de um volume significativo de conteúdos que deverá contribuir para enriquecer a narrativa e a apresentação do Memorial.

Educação & novas gerações | Conhecer o passado para construir o futuro

Uma das dimensões centrais do empreendimento é a transmissão de conhecimento às novas gerações.

O Memorial procura apresentar uma mensagem de entendimento, paz e reconciliação, tendo como perspectiva fundamental que os conflitos vividos no passado não voltem a repetir-se.

Neste sentido, o espaço poderá assumir uma função educativa relevante, sobretudo na promoção do conhecimento histórico e da consciência cívica.

Para o PRESSdigi.ao, preservar a memória não significa apenas recordar acontecimentos: significa também criar condições para que as novas gerações compreendam os impactos dos conflitos e valorizem a paz como património colectivo.

Panteão Nacional | Outra obra avança em Luanda

Durante a jornada presidencial foi igualmente apresentado o ponto de situação do Panteão Nacional, estrutura independente do Memorial dos Conflitos Políticos.

A obra apresenta actualmente 40 por cento de execução física, representando um avanço de cerca de 20 pontos percentuais desde a última visita presidencial realizada em Maio.

A evolução das duas empreitadas insere-se num processo mais amplo de valorização de espaços de memória, património e identidade nacional na capital angolana.

De 1975 a 2002 | Um capítulo da história contemporânea de Angola

O Memorial dedica-se especificamente às vítimas dos conflitos políticos ocorridos entre 1975 e 2002, período que marcou profundamente a trajectória política e social de Angola.

A construção deste espaço representa, assim, uma iniciativa de preservação de memória histórica e de reconhecimento das vítimas.

A sua localização junto a outros equipamentos de referência da memória nacional contribui para a criação de uma área simbólica dedicada à história, à identidade e à construção da consciência colectiva.

Memória como compromisso com a paz

Com a execução física em fase final, o futuro Memorial às Vítimas dos Conflitos Políticos aproxima-se de uma nova etapa: a passagem de uma grande obra de engenharia e arquitectura para um espaço de memória viva.

A integração de arte, investigação, tecnologia, conteúdos audiovisuais, conservação de artefactos e conhecimento histórico pretende oferecer às futuras gerações diferentes formas de compreender um período determinante da história angolana.

Mais do que olhar para o passado, o projecto procura transformar a memória numa ferramenta de educação, consciencialização e reconciliação, reafirmando a importância da paz e do entendimento nacional.

Para o PRESSdigi.ao, a preservação da memória colectiva constitui também uma forma de construir futuridade: conhecer, documentar e reconhecer o passado para que as novas gerações possam compreender o presente e participar na construção de um futuro de maior paz e coesão social.

Fonte principal: REDE NACIONAL | CIPRA – Centro de Imprensa da Presidência da República de Angola

Alinhamento Editorial: PRESSdigi.ao

Espaço Publicitário

Seu Anúncio Aqui

970 x 400

Partilhar:

Artigos Relacionados