As potencialidades turísticas de Angola estão a ganhar visibilidade junto do público alemão através de uma expedição realizada por três turistas da Alemanha, que percorrem a Europa e África em motorizadas, registando em imagens e relatos os diferentes territórios atravessados ao longo da viagem.
Entre os locais angolanos que mais impressionaram os viajantes estão as Quedas de Kalandula e as Pedras Negras de Pungo a Ndongo, na província de Malanje, além de outros atractivos naturais e paisagísticos das províncias de Cuanza-Norte, Bié, Huambo e Benguela.
UMA VIAGEM DE 23 MIL QUILÓMETROS
Os três motociclistas iniciaram a aventura a 1 de Setembro de 2025, na cidade de Colónia, Alemanha, tendo como destino final previsto a Cidade do Cabo, África do Sul, em Outubro deste ano.
Ao longo de aproximadamente 23 mil quilómetros, o grupo tem documentado as paisagens, comunidades e experiências encontradas nos diferentes países e regiões visitados.
Em Angola, a expedição tem permitido captar imagens de vários pontos de interesse turístico, com o propósito de divulgar posteriormente os conteúdos através das redes sociais e dos meios de comunicação social alemães.
ANGOLA ATRAVÉS DA FOTOGRAFIA E DO RELATO DE VIAGEM
Em declarações à Angop, em Benguela, o porta-voz do grupo, Eckhard Stiller, explicou que a divulgação das belezas naturais de Angola constitui um dos principais objectivos da expedição.
Segundo o fotógrafo alemão, o grupo utiliza máquinas fotográficas e um diário de bordo para registar as experiências da viagem e partilhar informações sobre os locais visitados.
“Temos máquinas fotográficas e um diário de bordo. Estamos empenhados em levar a informação sobre as belezas naturais de Angola para fora do país”, afirmou Eckhard Stiller.
A iniciativa procura igualmente transmitir aos públicos internacionais a experiência de acolhimento e hospitalidade encontrada durante a passagem pelo território angolano.
UMA LIGAÇÃO DE MAIS DE DUAS DÉCADAS COM ANGOLA
Eckhard Stiller mantém uma ligação com Angola há mais de 25 anos e possui experiência profissional na área da fotografia, com trabalhos publicados em revistas norte-americanas.
A sua participação na expedição acrescenta uma componente documental ao percurso, através do registo fotográfico das paisagens e experiências encontradas ao longo da rota.
A fotografia surge, assim, como instrumento de memória e divulgação turística, aproximando diferentes públicos das realidades naturais e culturais dos territórios visitados.
DA EUROPA AO NORTE DE ÁFRICA E À ÁFRICA OCIDENTAL
A expedição é realizada por entusiastas de motorizadas japonesas, utilizando o modelo Yamaha Ténéré 700.
Na primeira etapa, o grupo atravessou a Europa até Gibraltar, seguindo depois por Marrocos, Saara Ocidental e Mauritânia, antes de chegar a Dakar, no Senegal.
A segunda etapa, iniciada em Janeiro deste ano, ligou Dakar a Luanda e foi considerada pelo grupo a parte mais desafiante do percurso.
A rota passou pela Guiné, Côte d’Ivoire, Ghana, Togo, Benin, Nigéria, Camarões e Congo, antes da entrada em Angola pela província de Cabinda.
DE LUANDA À CIDADE DO CABO
Depois de uma pausa no percurso durante Agosto, os motociclistas iniciaram a terceira etapa da expedição, que parte de Luanda em direcção à Cidade do Cabo.
O trajecto atravessa o território angolano e prossegue pela Namíbia, antes da chegada prevista ao destino final, na África do Sul.
A passagem pelo território nacional constitui uma oportunidade para o grupo continuar a recolher imagens e relatos sobre as paisagens e experiências encontradas nas diferentes províncias.
CALANDULA, PUNGO A NDONGO E OUTROS DESTINOS
Entre os lugares que mais impressionaram os motociclistas estão as Quedas de Kalandula e as Pedras Negras de Pungo a Ndongo, dois dos mais reconhecidos elementos do património natural e paisagístico de Malanje.
A expedição passou igualmente por diferentes zonas de Ndalatando, no Cuanza-Norte, Bié, Huambo e Benguela, ampliando o registo de paisagens e atractivos turísticos angolanos.
A divulgação destas experiências nos meios digitais e de comunicação alemães poderá contribuir para levar a diferentes públicos imagens de um território marcado pela diversidade paisagística, cultural e natural.
TURISMO, IMAGEM E PROJECÇÃO INTERNACIONAL
A experiência dos três viajantes evidencia também o potencial da fotografia e dos relatos de viagem na construção de narrativas sobre destinos turísticos.
Ao documentar directamente as paisagens, comunidades e experiências encontradas em Angola, a expedição cria um conjunto de conteúdos que poderá circular fora do País através das plataformas digitais e dos meios de comunicação social alemães.
Neste percurso, turismo, fotografia, aventura e intercâmbio cultural cruzam-se numa narrativa internacional sobre Angola, contribuindo para ampliar o conhecimento sobre os seus patrimónios naturais e as experiências de viagem no território nacional.
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