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MOÇAMBIQUE REFORÇA PEDIDO DE ACESSO A ARQUIVOS MILITARES PORTUGUESES SOBRE A LUTA DE LIBERTAÇÃO

ACESSO AOS ARQUIVOS É APONTADO COMO ELEMENTO PARA UMA HISTORIOGRAFIA PARTILHADA Maputo — A ministra dos Combatentes de Moçambique, Nyeleti Mondlane, defendeu o acesso de investigadores moçambicanos aos arquivos históricos militares existentes em Portugal, considerando a documentação relevante para aprofundar o conhecimento sobre o período da luta de libertação nacional e a história comum entre […]

Redação Digipress
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sexta-feira, 18 de setembro de 2026 às 00:15
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MOÇAMBIQUE REFORÇA PEDIDO DE ACESSO A ARQUIVOS MILITARES PORTUGUESES SOBRE A LUTA DE LIBERTAÇÃO
Foto: DigiPress
MOÇAMBIQUE REFORÇA PEDIDO DE ACESSO A ARQUIVOS MILITARES PORTUGUESES SOBRE A LUTA DE LIBERTAÇÃO

ACESSO AOS ARQUIVOS É APONTADO COMO ELEMENTO PARA UMA HISTORIOGRAFIA PARTILHADA

Maputo — A ministra dos Combatentes de Moçambique, Nyeleti Mondlane, defendeu o acesso de investigadores moçambicanos aos arquivos históricos militares existentes em Portugal, considerando a documentação relevante para aprofundar o conhecimento sobre o período da luta de libertação nacional e a história comum entre os dois países.

O apelo foi apresentado no contexto da assinatura, em Maputo, de um Memorando de Entendimento entre Moçambique e Portugal destinado a apoiar a recuperação, conservação, digitalização e valorização do património arquivístico militar existente em território moçambicano.

DOCUMENTAÇÃO MILITAR E INVESTIGAÇÃO HISTÓRICA

Segundo a governante moçambicana, parte da documentação relacionada com operações, efectivos, locais de detenção e decisões políticas e militares do período colonial encontra-se actualmente depositada em arquivos portugueses.

Nyeleti Mondlane defende que o acesso a esse acervo permitirá ampliar as fontes disponíveis para os investigadores e contribuir para uma abordagem historiográfica mais abrangente sobre a luta de libertação nacional.

O Ministério da Defesa Nacional português mantém, de facto, inventários e registos arquivísticos relativos a Moçambique, incluindo documentação produzida entre as décadas de 1960 e 1970 sobre a situação político-militar, estruturas de comando, operações e relações com a FRELIMO.

PRESERVAÇÃO, TRATAMENTO E DIGITALIZAÇÃO DO PATRIMÓNIO

O memorando assinado entre as duas partes prevê apoio técnico português à recuperação, tratamento e digitalização do património arquivístico militar existente em Moçambique.

A iniciativa coloca a preservação documental como instrumento de salvaguarda da memória histórica e de valorização de acervos que integram diferentes dimensões da história dos dois países.

A digitalização poderá igualmente facilitar a conservação dos documentos e ampliar as possibilidades de consulta e investigação, respeitando as condições de acesso aplicáveis a cada fundo documental.

UMA INVESTIGAÇÃO HISTORIOGRÁFICA COMUM

Para a ministra Nyeleti Mondlane, o objectivo moçambicano ultrapassa a recuperação física dos documentos existentes no país e inclui a possibilidade de estabelecer mecanismos de acesso aos arquivos históricos militares conservados em Portugal.

A proposta está associada à perspectiva de desenvolvimento de uma investigação historiográfica comum sobre o período da luta de libertação nacional, envolvendo investigadores e instituições dos dois países.

A existência de documentação militar portuguesa sobre Moçambique já está reflectida nos inventários públicos do Arquivo da Defesa Nacional, que incluem processos relacionados com a FRELIMO, a situação político-militar em diferentes regiões do território e a actividade dos comandos portugueses durante o período colonial.

MEMÓRIA, CONHECIMENTO E NOVAS GERAÇÕES

A recuperação e disponibilização de arquivos históricos coloca também em evidência a importância da documentação para a transmissão de conhecimento às novas gerações.

Para além do seu valor administrativo ou militar, os arquivos constituem fontes para o estudo das experiências vividas pelas populações, dos acontecimentos políticos e militares e das diferentes perspectivas associadas ao processo que conduziu à independência de Moçambique.

Neste sentido, a cooperação arquivística entre Maputo e Lisboa abre uma frente de trabalho centrada na preservação documental, na investigação histórica e no acesso ao conhecimento sobre um período determinante das relações entre os dois países.

COOPERAÇÃO PARA ALÉM DA PRESERVAÇÃO DOCUMENTAL

A iniciativa enquadra-se numa relação bilateral que inclui igualmente cooperação no domínio da Defesa. O Ministério da Defesa Nacional português tem mantido programas de cooperação com países de língua portuguesa e destaca oficialmente a importância dos laços históricos e da cooperação entre estes Estados.

No caso moçambicano, o património arquivístico acrescenta uma dimensão histórica a essa cooperação, colocando no centro do diálogo a preservação de documentos, a investigação e a construção de conhecimento sobre o passado comum.

REDE NACIONAL | RFI.FR | ÁFRICA LUSÓFONA | Conta Oficial do Ministério da Defesa Nacional Portuguesa
Alinhamento Editorial: PRESSdigi.ao
Classe / Tema: Memória Histórica | Arquivos Militares | Cooperação Moçambique–Portugal | Património Documental

Fonte principal: RFI.FR | ÁFRICA LUSÓFONA | Conta Oficial do Ministério da Defesa Nacional Portuguesa

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