Secretária de Estado da Acção Social, Família e Promoção da Mulher defende uma abordagem integrada ao envelhecimento, com maior protecção social, participação comunitária e reforço do diálogo entre gerações.
1. Envelhecimento com dignidade exige maior protecção social
A secretária de Estado da Acção Social, Família e Promoção da Mulher, Dina Mayomona, defendeu, esta quarta-feira, em Luanda, o reforço das políticas de protecção social e da participação das pessoas idosas na sociedade, como factores essenciais para garantir um envelhecimento com dignidade.
A posição foi apresentada durante a abertura da Conferência Internacional da Fundação BAI, subordinada ao tema “Roteiros de Inovação, Envelhecer com Dignidade”.
Na sua intervenção, Dina Mayomona destacou a necessidade de reconhecer a pessoa idosa não apenas como destinatária de medidas de protecção, mas também como detentora de conhecimentos, experiências e capacidades que podem continuar a contribuir para a sociedade.
“Não basta apenas acrescentar anos à vida, precisamos de acrescentar vida aos anos.”
A declaração sintetiza a perspectiva apresentada pela responsável sobre a necessidade de associar longevidade a qualidade de vida, participação social e respeito pelos direitos das pessoas idosas.
2. Protecção social e aproximação dos serviços às comunidades
Segundo a secretária de Estado, o Executivo tem vindo a reforçar os mecanismos de protecção social, a aproximação dos serviços às comunidades e a assistência às pessoas e famílias em situação de vulnerabilidade.
A melhoria da resposta social pressupõe, neste contexto, uma maior capacidade de identificar necessidades e garantir que os serviços estejam acessíveis às populações, particularmente aos grupos que enfrentam maiores dificuldades.
A responsável defendeu igualmente uma abordagem integrada ao envelhecimento, que não se limite à assistência social e envolva diferentes dimensões da vida das pessoas idosas.
3. Saúde, educação, cultura e actividade física
Entre as áreas apontadas como fundamentais para uma política integrada de envelhecimento estão a saúde, educação, cultura, actividade física e nutrição.
A articulação destes sectores pode contribuir para respostas mais abrangentes às necessidades das pessoas idosas, considerando não apenas aspectos económicos e assistenciais, mas também a sua participação na vida comunitária.
O diálogo entre diferentes sectores e instituições foi igualmente apresentado como elemento necessário para melhorar a prevenção e a resposta às situações de vulnerabilidade.
4. Inovação para além da tecnologia
Na perspectiva apresentada por Dina Mayomona, a inovação na acção social não deve ser entendida exclusivamente como introdução de novas tecnologias.
A aproximação dos serviços às comunidades, a melhoria da articulação institucional, a utilização eficiente da informação e o reforço das medidas de prevenção também integram, segundo a responsável, uma abordagem inovadora à protecção social.
Esta visão coloca a organização dos serviços e a capacidade de resposta das instituições como componentes importantes das políticas destinadas à população idosa.
5. Diálogo entre gerações e valorização da experiência
Outro eixo destacado na conferência foi a necessidade de fortalecer o diálogo entre gerações.
A secretária de Estado defendeu que as pessoas mais velhas devem ter espaço para transmitir conhecimentos, experiências e referências culturais às novas gerações. Ao mesmo tempo, os jovens podem contribuir para aproximar os idosos das novas tecnologias e de novas formas de participação social.
A perspectiva procura estabelecer uma relação de troca, em que diferentes gerações possam beneficiar dos conhecimentos e competências umas das outras.
6. Fundação BAI promove reflexão multidisciplinar
A administradora da Fundação BAI, Tchissola Mosquito, destacou a importância da conferência como espaço de reflexão sobre os desafios associados ao envelhecimento e à inclusão social.
Segundo a responsável, o encontro, com duração de dois dias, aborda temas relacionados com os principais pilares de actuação da Fundação BAI, nomeadamente saúde, educação, cultura e desporto.
A conferência procura igualmente criar condições para a partilha de conhecimentos e para o debate sobre soluções que valorizem a experiência das pessoas mais velhas e o potencial das gerações mais jovens.
7. Especialistas e instituições participam no debate
O encontro reúne especialistas, académicos, representantes de instituições públicas e privadas, organizações da sociedade civil e parceiros de desenvolvimento.
A diversidade dos participantes permite abordar o envelhecimento a partir de diferentes perspectivas, incluindo as dimensões social, institucional, educativa, cultural e de saúde.
A realização deste tipo de encontros contribui para colocar o envelhecimento e a inclusão social no centro do debate público e para aproximar diferentes actores na procura de respostas para os desafios associados ao envelhecimento da população.
NOTA CONCLUSIVA
O debate promovido pela Fundação BAI coloca em evidência a necessidade de encarar o envelhecimento como uma questão transversal, que envolve protecção social, saúde, participação comunitária, cultura, educação e relações entre gerações.
A valorização da experiência das pessoas idosas, associada à criação de condições para uma participação activa na sociedade, constitui um dos principais eixos apresentados na conferência, enquanto o diálogo intergeracional surge como instrumento de partilha de conhecimento e aproximação entre diferentes gerações.
REDE NACIONAL | Gira Notícias — Rede Girassol
Alinhamento Editorial: Daltron Costa | PRESSdigi.ao | Kikalakalu Kia Díbya
CRÉDITOS
Fonte principal: Gira Notícias — Rede Girassol.
Rede: Nacional
Alinhamento Editorial: Daltron Costa | PRESSdigi.ao | Kikalakalu Kia Díbya
Edição: PRESSdigi.ao




